A enchente deste ano em Boca do Acre, que elevou o nível dos rios Acre e Purus a invadirem a cidade baixa, trouxe também consequência à saúde do bocacrense. O período da alagação foi considerado propício para o aparecimento de alguns problemas específicos, como a Hepatite A, as diarréias e a febre tifóide – males transmissíveis pela água.

No laboratório Evandro Chagas e no hospital Maria Geny, muitas pessoas, entre elas crianças, jovens e adultos, chegam pra fazer exames, se queixando de sintomas característicos da Hepatite.

A relação das doenças com a enchente é que a água que invade as residências deve estar contaminada com vírus e bactérias. “Trabalhamos com a transformação da água potável, usando o hipoclorito: apenas duas gotas tornam potável um litro de água. Já distribuímos mais de 800 mil fracos e vemos diminuição no número de casos nesse período”, afirmou o secretário da FVS, Bernardino Albuquerque.

No Amazonas, outra doença que registrou crescimento neste ano foi a malária. Os casos da doença evoluíram 30% somente nos três primeiros meses do ano. O aumento da doença foi registrado em 30 municípios do estado. Com a subida no nível das águas, há a migração das pessoas  de áreas rurais para regiões urbanas, geralmente para locais precários, aumentando o risco de contaminação.

Fatores como tanques de piscicultura também ajudam a aumentar os locais criadouros de mosquito transmissor da malária. Por outro lado, a falta de tela em portas e janelas das casas – geralmente de madeira – contribuem para aumentar os riscos de comunidades que vivem em um ambiente onde o mosquito atua fortemente.

Apesar dos dados, o representando da FVS descarta o risco de epidemia de qualquer uma dos três doenças, ou mesmo da malária. Segundo ele, a FVS está deslocando equipes para municípios específicos, onde os indicadores mostram aumento nas calhas de rio. “Estamos preparando os planos de contingência, com medicamentos, soros e diagnósticos, entre outros”.

Com Portal Amazônia

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