O Ministério da Saúde faz um alerta: quem teve contato com pessoas infectadas por meningite deve procurar imediatamente por orientação médica. Isso porque as bactérias responsáveis por provocar a meningite bacteriana, caso mais grave da doença, podem migrar para aqueles que fazem parte do círculo de convivência do paciente. Segundo  o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, o tratamento para os acompanhantes dos infectados também é fundamental, mesmo sem a manifestação dos sintomas da doença:

"Essas pessoas, além de ter algum risco de desenvolver meningite, elas mantém a bactéria circulando naquela comunidade, então, ao se identificar um caso, já se sabe que as pessoas mais próximas podem também ser transmissoras das bactérias, então elas devem ser tratadas justamente por isso."

O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde explica também que, se a pessoa já foi infectada pela bactéria da meningite, a vacina contra a doença não será eficaz.

"A vacinação não serve para essas situações. Se as pessoas já têm a bactéria, elas não vão se beneficiar da vacina. As pessoas que tiveram contato próximo vão receber um antibiótico para que eliminem bactérias que elas podem  ter na garganta, no nariz, daquele mesmo tipo."

A meningite é uma infecção responsável por afetar as camadas que revestem o cérebro. Para combater a doença, o paciente é geralmente submetido a  medicamentos, além de muita hidratação e repouso. No entanto, o diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento tenha sucesso. Por isso, quem apresentar  febre, dores fortes de cabeça e vômitos deve procurar imediatamente por orientação médica.

Reportagem, Débora Rocha

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