27 Abril 2012
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Duzentos e cinquenta policiais civis e militares, entre oficiais, praças, delegados, investigadores e escrivães, participaram da aula inaugural do ciclo de cursos que vai preparar todo o efetivo das polícias para estarem aptos nos conceitos de policiamento comunitário. As aulas ficam a cargo do Instituto Integrado de Ensino de Segurança Pública (Iesp), da SSP. Até o final do ano, pelo menos, 8 turmas com 250 policiais devem passar pelo treinamento.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel PM Paulo Roberto Vital, o cronograma de implantação do Ronda no Bairro prevê a entrada em operação das zonas Leste, Centro-Sul e Oeste até o final do primeiro semestre, "Na zona Leste, por exemplo, já estamos com praticamente tudo pronto. Lá vamos dobrar o número de Distritos Integrados de Polícia (DIP), com pelo menos 1.700 policiais atuando durante as 24 horas do dia para reduzir a criminalidade, como acontece na zona Norte", disse.
Segundo o secretário, na zona Norte os números apontam sucesso do Ronda no Bairro. Só nos homicídios, a redução em pouco mais de dois meses de atividade do programa já é de 60%. De um modo geral, a diminuição da criminalidade é de quase 30%. "Estamos avaliando diariamente o andamento das ações do Ronda no Bairro e ficamos contente com os resultados, mas queremos mais. Lá pelos quatro meses de atuação já teremos uma melhor fotografia da realidade na zona Norte, o que nos dará os parâmetros necessários para a correção de rumo, se for o caso", afirmou Vital.
O curso
Vital disse que nenhum policial será empregado no programa Ronda no Bairro sem antes ter passado pelos cursos preparatórios. Segundo ele, os quase 2 mil policiais soldados que estão no curso de formação da Polícia Militar já têm as 16 disciplinas do Ronda no Bairro no currículo, mas todos os demais que forem deslocados para atuar no programa terão que receber as mesmas noções de polícia comunitária, direitos humanos, geotecnologia, oratória, técnicas de entrevista, uso diferenciado da força, prevenção, mediação e resolução de conflitos, entre outros temas, seguindo matriz determinada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com 150 horas de aulas ministradas por instrutores do Iesp.
O coordenador-geral e secretário-adjunto do Ronda no Bairro, tenente-coronel PM Amadeu Soares, disse que as polícias atuam seguindo diretrizes específicas, de acordo com o “Manual do Gestor e Operador do Ronda no Bairro” elaborado por uma comissão especialmente formada para gerir o programa no âmbito da SSP. Em pouco mais de 100 páginas, os policiais sabem como desenvolver estratégias de interação e aproximação com a população, os princípios da polícia comunitária e as diferenças entre a polícia tradicional e a polícia comunitária. Constam também as estratégias de ações integradas no combate ao tráfico de drogas e a maneira que o policial deve se portar diante da comunidade. “Ou seja, o policial tem no manual todas as recomendações para orientar o procedimento policial na prestação do serviço à população, valorizando fortemente as boas práticas policiais e comunitárias e buscando a todo instante a parceria do cidadão”, disse.
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