A após avaliação do índice proposto pelo Governo Federal da ordem de 15,85%, a categoria decidiu rejeitar e reformulou a proposta estabelecendo um percentual de reajuste mínimo de 30% a ser aplicado integralmente.



Os técnico-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que estão em greve Há 61 dias, rejeitaram a proposta de reajuste sobre as tabelas de remuneração do PCCTAE apresentada pelo Governo Federal, na segunda-feira passada, da ordem de 15,8% a ser implementado em três etapas anuais de 5% a partir de 2013, permanecendo as demais reivindicações em debate na Mesa Nacional de Negociação Coletiva, ainda sem agenda definida.


A após avaliação e orientação do Comando Local de Greve, a categoria decidiu pela rejeição, mas reformulou a proposta estabelecendo um percentual de reajuste mínimo de 30% a ser aplicado integralmente, além de inserir outros itens.


Documento que, após ser aprovação em assembléia geral realizada na manhã desta sexta-feira (10), no auditório Paulo Buhrnheim, no Campus Universitário, foi encaminhado ao Comando de Greve Nacional (CGN-Fasubra) para ser apresentado no encontro de negociação que estava agendado para tarde, de ontem mesmo, com o representante do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), Sérgio Mendonça. O resultado do encontro, caso não contemple as reivindicações, volta para ser discutido entre os servidores no início da próxima semana.


A proposta do MPOG havia sido apresentada ao CNG-Fasubra na segunda-feira passada. O comando ao fazer avaliação prévia do documento, de imediato encaminhou consulta às bases considerando, por sua vez, que a proposta de 15,8% além de não repor a inflação, a partir de julho de 2010, não reconhece a importância da categoria nem da luta.


A Fasubra também ponderou que “embora o movimento tenha demonstrado robustez política e impactado a opinião pública, a popularidade do governo Dilma e sua coalizão ainda é grande, o que dificulta a correlação de forças para o nosso movimento”. A orientação passada às bases pelo CNG foi de rejeitar a proposta da forma como foi apresentada pelo governo Dilma, buscando na mesa de negociação ampliar os recursos para a melhoria da nossa carreira.


O CLG-Sintesam, após discussão, encaminhou à assembleia geral da categoria a orientação de rejeição da proposta ofertada pelo governo federal (MPOG) e autorizar o CNG-Fasubra a apresentar contraproposta mantendo os parâmetros apresentados, mas com ressalvas.


Entre as principais estão jornada de trabalho de 30 horas, sem redução salarial; retorno e devolução dos valores que compunham o Vencimento Básico Complementar (VBC); fixação de data-base para aplicação de reajuste anual para os TAEs; contratação de servidores pelo RJU, imediatamente para as IFES; melhorias das condições de trabalho para os servidores das IFES; além de um valor percentual de reajuste salarial de no mínimo 30% integralmente.

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