11 pessoas são presas suspeitas de tráfico de drogas, porte ilegal de armas e outros crimes

Em Manaus, 11 pessoas foram presas pela Polícia Militar (PM) suspeitas de envolvimento em diferentes crimes entre a noite de quarta-feira (24/10) e a madrugada de quinta-feira (25/10). Entre elas, quatro por envolvimento com tráfico de drogas. Três armas de fogo foram apreendidas. Por determinação do secretário de segurança, Coronel Amadeu Soares, operação intensificada entre as forças de segurança foi realizada ontem na capital, especialmente em bairros da região leste de Manaus.

Na zona leste, Douglas de Oliveira de Souza, 19, foi detido na Rua Amapá, Monte Sião, bairro Jorge Teixeira. Com o suspeito foram apreendidas quatro porções de supostamente maconha e R$ 74 em espécie e o mesmo foi encaminhado ao 30º DIP.

No mesmo bairro, foram apreendidas nove porções pequenas supostamente de oxi e uma porção média de maconha. Os suspeitos abandonaram a droga ao perceberem a chegada de uma viatura no local. O material foi apresentado ao 30º DIP.

Na zona centro-sul, durante patrulhamento na Rua Oriental, bairro Aleixo, foram encontradas no chão oito trouxinhas de oxi. A droga foi apresentada ao 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Na zona sul de Manaus, Jonas Jacete de Souza, 30, e Edson Panpolho da Silva Neto, 27, foram detidos na Rua Dez de Julho, bairro Centro. Em posse da dupla foram encontrados entorpecentes, sendo porções de maconha, um celular de marca Samsung e dois terçados. A ocorrência foi registrada no 24º DIP.

Na zona oeste, Leandro Wanderley da Silva, 23, foi detido por tráfico de entorpecente e porte ilegal de arma de fogo, na Rua Bom Jardim, bairro Compensa 2. Em posse do suspeito foram encontradas duas armas de fogo de fabricação caseira, duas munições calibre 45, uma munição calibre 22, dez porções de oxi, nove porções de maconha e uma balança de precisão.

Na zona centro-oeste, Mateus Mutimo Moraes, 21, foi detido após denúncia e abordagem policial, na Rua Sul, Conjunto Ajuricaba, bairro Alvorada. O mesmo estava em posse de uma arma de fogo calibre 38 com duas munições, sendo uma intacta e a outra deflagrada.

Na zona norte, Jonathan Oliveira de Almeida, 27, foi detido na Rua Salgadinho, bairro Novo Aleixo. O mesmo estava em posse de treze porções de supostamente pasta base de cocaína e R$ 93 em espécie.

Veículo recuperado – O veículo Volkswagen Santana cinza, com restrição de roubo, foi localizado na Avenida São Jorge, bairro Vila da Prata, na zona oeste da capital amazonense. O veículo foi encaminhado ao devido proprietário e a ocorrência registrada na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DERFV).

Mandado de prisão – Na zona centro-sul, cinco suspeitos foram detidos após abordagem em frente à Lanchonete e Pizzaria R. Fortes, localizada na Avenida A, Conjunto Shangrila 4, bairro Parque Dez de Novembro.

Uma mulher e quatro homens foram abordados por policiais. Eles estavam em dois veículos. Após verificação dos nomes, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra Samuel de Castro Moreira, 30. Com o grupo, Herick Silas Dias Moreiras, 32, estava com uma tornozeleira eletrônica. Dentro do veículo foram encontrados objetos que, geralmente, são usados para abertura de cofres, segundo relato dos policiais que atenderam a ocorrência no resumo do Ciops.
[14:48, 25/10/2018] Tabajara Moreno: Boa tarde
[14:48, 25/10/2018] Tabajara Moreno: Investigação sobre Tribunal do Crime na União colhe vestígios de ossada humana e outras provas para inquérito sobre homicídios

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (SEAOP), deu início a Operação Bertillon na manhã desta quarta-feira (25/10) no bairro da União, zona centro-sul de Manaus. A ação foi focada na colheita de provas pela polícia científica para incrementar investigações em curso que apuram a existência de uma espécie de ‘Tribunal do Crime’ no local conhecido como Buritizal, onde a polícia já desmontou um observatório utilizado por traficantes e encontrou corpos enterrados.

Durante as buscas de hoje, foram encontradas uma ossada humana e tufos de cabelos que podem ser de corpos encontrados no local ou de novas vítimas. Os policiais também localizaram objetos que, possivelmente, seriam utilizados em ações criminosas. Todo o material foi colhido e armazenado por peritos do Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC) para análise.

O secretário executivo adjunto de Operações SEAOP da SSP, Guilherme Torres, explica que o objetivo é extrair vestígios de homicídios que aconteceram no local para, posteriormente, identificar e prender os responsáveis pelos crimes. “Executamos a operação no sentido de isolar a área de modo a colher todo tipo de prova disponíveis e assim chegarmos aos autores e municiar o Ministério Público de autoria e materialidade”, disse.

Foram encontrados tufos de cabelo, fios e roupas rasgadas. “Farto material já foi colhido, incluindo tufos de cabelo humano, fios usados para amarrar as vítimas, roupas rasgadas, garrafas e digitais. Todo o material foi apreendido e encaminhado à análise pericial para confrontar com os demais elementos do inquérito policial, que corre em sigilo. Registre-se também que o observatório foi destruído, a casa derrubada e queimada, bem como as covas vedadas”, explicou Torres. Cães farejadores também foram utilizados na operação.

A ação foi determinada pelo Secretário de Segurança Pública, Coronel Amadeu Soares, e faz parte da política do Governo do Estado de enfrentamento ao crime organizado. A operação policial reuniu servidores de diversos setores da Polícia como Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop), Delegacia Especializada de Ordem Política (DEOPS), 23° Distrito Integrado de Polícia (23° DIP), Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), Companhia Independente de Policiamento com Cães da Polícia Militar (CIPCÃES) e Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC).

A perita criminal Laura Bernardes ressaltou que a perícia busca vestígios que possam ter impressões digitais e material biológico para possível identificação de autoria do crime. “O DNA é muito importante porque a gente consegue ver muito material que, a olho nu, você não consegue. Inclusive, poderemos identificar vítimas que a gente nem sabe que estão desaparecidas porque não tem boletim de ocorrência”, completou.

De setembro para cá, a polícia já encontrou dois corpos femininos na área do Buritizal. Eles estavam em covas rasas. Na área, os policiais também identificaram outras covas preparadas, rotas de fuga e a existência observatórios que eram utilizados para os criminosos monitorarem a chegada da Polícia.