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23 milhões de brasileiros tem sintomas de transtornos mentais

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas de transtornos mentais. Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 5 milhões, 3% dos cidadãos, sofrem com transtornos mentais graves e persistentes. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 estimou que 7,6% (11,2 milhões) das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Mas não é só a depressão que atinge os brasileiros. Transtornos como ansiedade, bipolaridade e esquizofrenia também estão no topo da lista das doenças mais recorrentes.

Para quem tem amigos ou familiares acometidos por algum tipo de transtorno, não é fácil perceber se mudanças de comportamento fazem parte de uma fase ou se são sintomas de uma doença psiquiátrica. Sendo assim, o Dr. Elie Cheniaux, psiquiatra, escritor, membro licenciado da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, professor de pós-graduação em Psiquiatria e Saúde Mental da UFRJ, onde coordena o laboratório de pesquisa sobre o transtorno bipolar; e professor de pós-graduação em Ciências Médicas da UERJ; lista os sinais de alguns transtornos mentais, indicando se seu amigo ou parente pode estar precisando de ajuda.

Aparência
Uma pessoa com algum tipo de doença psiquiátrica costuma estar com a higiene corporal comprometida; roupas sujas, rasgadas ou desalinhadas; mau cheiro; cabelos despenteados, sujos e visivelmente maltratados; barba por fazer (em homens) ou falta de depilação (em mulheres); dentes estragados ou unhas sujas e compridas.

Uma outra forma de classificar a aparência seria em: bizarra (ou extravagante, excêntrica) e exibicionista. Bizarra seria a aparência destoante do usual no ambiente do indivíduo, totalmente diferente ou apenas exagerada em relação ao padrão da maioria das pessoas. Já a aparência exibicionista caracteriza-se pela excessiva exposição do corpo, sendo apresentada por pessoas com aumento da libido ou comportamento sedutor.

Saiba como é a aparência em alguns transtornos mentais:

Depressão
O desinteresse ou a falta de energia pode inviabilizar os cuidados pessoais. Alguns preferem se vestir com roupas escuras.

Mania
Em mulheres maníacas, as roupas são muito coloridas e chamativas, há excesso de maquiagem e perfume, muitos acessórios, unhas e cabelo às vezes pintados com várias cores diferentes (aparência bizarra). As roupas são muito curtas e decotadas (aparência exibicionista). Alguns pacientes maníacos, contudo, podem apresentar uma aparência descuidada em função de uma intensa agitação, que impede que eles completem qualquer atividade, inclusive às relativas aos cuidados pessoais.

Esquizofrenia
Nos quadros apático-abúlicos, a aparência é descuidada. Nos hebefrênicos (caracterizada por ideias delirantes e alucinações, com comportamento irresponsável e imprevisível), a aparência costuma ser bizarra, assim como em muitos quadros paranoides, em que o visual reflete a atividade delirante.

Demência
Nos casos de demência com apraxia (perda da capacidade de realizar movimentos voluntários), frequentemente a aparência está descuidada.

Atitude
Alguns comportamentos por parte dos pacientes são considerados desejáveis, no sentido de contribuírem positivamente para a realização da avaliação psiquiátrica: atitude cooperante, amistosa, de confiança e interessada. Essas atitudes, em geral, estão relacionadas a uma plena consciência da doença.

Já os pacientes que não possuem ciência sobre sua condição, ou que não a aceitam, apresentam os seguintes comportamentos: atitude não cooperante, de oposição, hostil, de fuga, reivindicativa, arrogante, inibida ou desinibida, irônica, dramática, teatral, sedutora, indiferente e manipuladora.

Saiba como é a atitude em alguns transtornos mentais:

Mania
O paciente maníaco pode apresentar uma atitude expansiva, desinibida, jocosa; ou então irônica, arrogante, hostil.

Depressão
É comum uma atitude de queixa e lamentação. Todavia, o desinteresse pode levar a uma atitude de indiferença.

Esquizofrenia
Nos quadros em que predominam os sintomas negativos ou na catatonia (extrema passividade, negativismo, mutismo, rigidez corporal ou, em alguns casos, grande agitação) pode haver indiferença em relação ao exame. Na catatonia, muitas vezes há uma atitude de oposição. Nos quadros paranoides, observa-se uma atitude hostil ou de fuga.

Demência

No delirium e em quadros de demência avançada, pode haver indiferença em relação ao exame, em função da não compreensão do significado deste.

Epilepsia

Na epilepsia do lobo temporal, assim como em outros distúrbios cerebrais relacionados a essa região do cérebro, observa-se um comportamento gliscroide (o paciente insiste em querer companhia, tornando difícil encerrar uma conversa devido ao fato de querer a atenção do outro).

Fobia social

A inibição é um elemento fundamental dos quadros de fobia social e do transtorno da personalidade esquiva.

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