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23º Festival Amazonas de Ópera tem programação com webinars e masterclasses gratuitas

As transmissões serão abertas ao público pelo canal do YouTube no FAO

O 23º Festival Amazonas de Ópera (FAO) oferecerá ao público, como parte da programação de ações formativas do evento, webinars e masterclasses gratuitas. As transmissões serão abertas ao público por meio do canal do YouTube do FAO (festivalamazonasdeoperafao). Neste ano, o evento será realizado em formato on-line, entre os dias 6 e 20 de junho, também com transmissão pelas redes sociais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (@culturadoam).

Realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural, o festival está sendo produzido inteiramente com verba da iniciativa privada, por meio do Bradesco e da Motorola, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério do Turismo e Secretaria Especial de Cultura. Conta ainda com parceria do canal Allegro HD e TV Encontro das Águas, e com o apoio do Catavento Museu de Ciências e da Importadora Carioca.

“Estudantes de música, músicos formados, técnicos e interessados, que queiram aprender mais sobre o mundo da ópera e aperfeiçoar suas habilidades, poderão ter a oportunidade de acompanhar essa programação de forma gratuita e na segurança de suas casas. O FAO é um evento que sempre traz oportunidades incríveis com profissionais de talento renomado em suas ações formativas, que deixam sementes que inspiram nossos artistas amazonenses”, declara o secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz.

Webinars – Os webinars já começam a partir deste domingo (6/6), a partir das 20h (21h – Brasília), data em que o FAO abre a programação com a ópera “Três Minutos de Sol”, ás 19h (20h – Brasília), do compositor Leonardo Martinelli.

A primeira mesa será “A Ópera Hoje, no Brasil e no Mundo”, um debate sobre as novas realidades das produções culturais no século 21, o uso de tecnologias, mídias diferentes e as novas plateias. A mediação será do diretor artístico do FAO, maestro Luiz Fernando Malheiro, e os convidados são:

Abel Rocha, professor de regência e diretor artístico de óperas na Universidade Estadual Paulista (Unesp), São Paulo; Alejandra Martí, diretora executiva da Ópera Latinoamérica; Augusto Techera, coordenador geral de produção artística do Teatro Colón; Clara Paulino, presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro; e Luciana Salles, diretora artística do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

O próximo webinar será realizado no dia 8 de junho (terça-feira), às 16h (17h -Brasília), com o tema “Teatros de Ópera e a Economia Criativa no Brasil e na América Latina”, sobre as produções no período de pandemia e as perspectivas socioeconômicas do mercado de ópera em um mundo pós-pandêmico. A mediação será da produtora executiva do FAO, Flávia Furtado, e participarão os convidados:

Ambra Sorrentino, CEO da Opera Co-Pro, Londres; Daniel Araújo, diretor do Theatro da Paz, Belém; Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, Belo Horizonte; e Ramiro Osorio, diretor do Teatro Mayor Julio Mario Santo Domingo, Bogotá.

No dia 12 de junho (sábado), também às 16h (17h – horário de Brasília), será realizada a última mesa, “A Profissão do Compositor Erudito no Brasil: Formação, Divulgação, Interesse e Futuro”, sobre os aspectos que perpassam a composição brasileira no século 21.

Com mediação do maestro Luiz Fernando Malheiro, o webinar vai contar com os compositores que participam da 23ª edição do FAO: Eduardo Frigatti, Fernando Riederer, Laiana Oliveira, Leonardo Martinelli, Paulina Luciuk, Piero Schlochauer, Tatiana Catanzaro, Vinícius Giusti e Willian Lentz.

Masterclasses – As masterclasses serão realizadas nos dias 16 (quarta-feira) e 18 de junho (sexta-feira), às 16h (17h – Brasília). Assim como os webinars, as masterclasses serão transmitidas pelo canal do Youtube do FAO, porém, em cada uma delas serão pré-selecionadas oito pessoas para participarem ativamente e interagirem com os professores.

No dia 16 de junho, será realizada a masterclass “A Arte do Canto na Ópera Contemporânea”, com a soprano e atriz Gabriela Geluda. Bacharel em canto lírico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Gabriela é mestre em música antiga pela Guildhall School of Music and Drama – Londres, formada na Técnica de Alexander pelo Alexander Technique Studio – Londres.

Gabriela participou da remontagem da ópera “Einstein on the Beach” de Philip Glass e Bob Wilson, no Baryshnikov Art Center de Nova Iorque, sob orientação do próprio Bob Wilson, e vem trabalhando continuamente com a compositora Jocy de Oliveira, como soprano solo de suas óperas, há mais de 25 anos. Gabriela também tem contribuído na idealização e realização de óperas contemporâneas de compositores brasileiros.

Para participar da seleção desta masterclass e ser um dos oito participantes interativos, o participante precisa enviar um link para vídeo com uma performance de canto recente para o e-mail [email protected], até o dia 10 de junho.

No dia 18 de junho será a vez da “Composição de Ópera Hoje”, masterclass com o compositor e regente de orquestra João Guilherme Ripper. Suas composições incluem canções, música de câmara, obra para piano solo, obras vocais, orquestrais e ópera e têm sido apresentadas frequentemente nas principais salas de concerto do Brasil e exterior.

Ripper recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 2000, pela ópera “Domitila”. Em dezembro de 2005, a Revista Bravo, em sua 100ª edição, selecionou sua a ópera “Anjo Negro” como uma das 100 melhores produções musicais realizadas no Brasil, nos últimos anos.

Em 2014, Ripper escreveu e estreou a ópera “Onheama”, por encomenda do Festival Amazonas de Ópera (FAO), obra que também foi apresentada em Portugal. Ele voltou a estrear uma obra no FAO em 2018, com a ópera Kawah Ijen, baseado no argumento de Fernando Barata.

Para participar da seleção da masterclass de João Guilherme Ripper, o participante precisa enviar link para um vídeo de alguma composição de sua autoria [email protected], até o dia 12 de junho.

FAO 2021 – A 23ª edição do FAO será realizada de 6 a 20 de junho, com óperas e concertos gravados, recitais transmitidos ao vivo, webinars e masterclasses on-line, entre outras atrações. Adiado por conta da pandemia de Covid-19 em 2020, o FAO será totalmente dedicado a compositores e intérpretes brasileiros.

Seguindo os protocolos de segurança e prevenção contra o novo coronavírus, o FAO tem uma produção inovadora este ano. As orquestras dos Corpos Artísticos gravam, em dias alternados, áudio e vídeo das obras em Manaus, no Teatro Amazonas, e os solistas gravam as vozes em São Paulo, onde também é trabalhada a parte cênica. O material é, então, reunido e editado para dar vida às óperas e aos concertos. Os grupos de músicos também são reduzidos, em formato de câmara, para evitar aglomerações e facilitar o distanciamento social.

De acordo com Luiz Fernando Malheiro, o FAO não exaltará apenas os compositores contemporâneos, mas realizará um panorama de 165 anos de repertório brasileiro.

“É importante salientar a filosofia desta edição do festival de priorizar nossos artistas. Muitos sofreram e foram prejudicados por conta da pandemia, e por isso decidimos trabalhar apenas com profissionais brasileiros e também com repertório brasileiro. Teremos obras desde o século 19 até os dias atuais”, assinala o diretor artístico.

Óperas – O FAO 2021 terá três estreias: “Três Minutos de Sol”, de Leonardo Martinelli; “O Corvo”, de Eduardo Frigatti; e “moto-contínuo”, de Piero Schlochauer. Todas foram encomendadas especialmente para o Festival.

”Três Minutos de Sol”, de Leonardo Martinelli, abrirá a programação no dia 6 de junho, às 19h (20h – Brasília). Ópera de câmara, com libreto de João Luiz Sampaio, aborda os relacionamentos em tempo de pandemia. Narra a história de três pessoas que estão em lugares diferentes, cada uma em sua casa, que convivem e se relacionam por meio das mídias sociais. O nome da ópera faz referência ao tempo que uma das personagens fica perto da janela esperando o sol bater diariamente, por apenas três minutos.

Obra de Eduardo Frigatti, “O Corvo” será apresentada no dia 13 de junho, às 19h (20h – Brasília). Baseada no poema de Edgar Allan Poe, traduzido por Machado de Assis, a ópera será uma ilustração de 20 minutos que narra a visita perturbante de um corvo a um homem que acaba de perder sua amada, e que vê a ave como uma mensageira sobrenatural.

Já “moto-contínuo”, de Piero Schlochauer, encerrará o festival no dia 20 de junho, às 19h (20h – Brasília). Com libreto de Beatriz Porto, Isabela Pretti e Piero Schlochauer, a obra conta a história de uma inventora que recebe um pedido para construir um moto-contínuo que leve um homem viajante ao espaço.

Recitais e concertos – Os recitais serão apresentados em transmissões ao vivo do Teatro Amazonas, nos dias 7, 9, 10, 16 e 17 de junho, às 20h (21h – Brasília). No repertório estarão canções de Carlos Gomes, Ronaldo Miranda, João Guilherme Ripper, Chiquinha Gonzaga, Almeida Prado, Ernani Aguiar, Osvaldo Lacerda e Francisco Mignone.

O programa também terá canções amazonenses, com temáticas ou compositores regionais como Waldemar Henrique, Lindalva Cruz, Adroaldo Cauduro, Ronaldo Barbosa, Ketlen Nascimento, Celdo Braga, Osmar Oliveira, Candinho, Altino Pimenta, Claudio Santoro, Pedro Amorim e Arnaldo Rebelo.

Os concertos, que são gravados com produções em Manaus e São Paulo, serão exibidos nos dias 11, 12, 14, 15, 18 e 19 de junho, também às 20h (21h – Brasília), com obras de Fernando Riederer, Laiana Oliveira, Tatiana Catanzaro, Vinicius Giusti, Paulina Luciuk e Willian Lentz.

Raio-X da ópera – A programação contará ainda com uma série de vídeos dedicada a explicar as profissões artísticas e técnicas da ópera para crianças e adolescentes.

Bradesco e a cultura – Com centenas de projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. Além do Teatro Bradesco, o banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. São eventos regionais, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

Assim como o Teatro Bradesco, muitas instituições e espaços culturais apoiados pelo banco promoveram ações para que o público possa continuar se entretendo – ainda que virtualmente – durante a pandemia da Covid-19. O banco também lançou o Bradesco Cultura, plataforma digital que reúne conteúdo relacionado às iniciativas culturais que contam com o patrocínio da instituição. Acesse em cultura.bradesco.

Programação:

Webinars

6 de junho (20h Manaus / 21h Brasília)

“A ópera hoje, no Brasil e no Mundo”

8 de junho, (16h Manaus / 17h Brasília)

“Teatros de Ópera e a Economia Criativa no Brasil e na América Latina”

12 de junho, (16h Manaus / 17h Brasília)

“A Profissão do compositor erudito no Brasil: formação, divulgação, interesse, futuro”

Masterclasses (16h Manaus / 17h Brasília)

16 de junho

“A Arte do Canto na Ópera Contemporânea”

18 de junho

“Composição de Ópera Hoje”

FOTO: Divulgação (Gabriel Geluda e João Guilherme Ripper)

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