Já privilegiados pelos bons (para não dizer muito bons) salários, os servidores públicos, em qualquer das esferas de poder – municipal, estadual ou federal -, acabam recebendo uma série de outros benefícios, pelo simples fato de serem servidores públicos.

Benefícios que não chegam à massa de trabalhadores, grande parte desempregada. Hoje, leio que o legislativo estadual está a oferecer cursos de capacitação para seus funcionários. E o pior, devidamente patrocinados pelo contribuinte, fonte de todas as benesses do Serviço Público, também em todas as esferas.

A qualificação, que já era exigida antes, se transformou em condição sine qua non para se conseguir uma vaga no mercado de trabalho, após a reforma trabalhista. E para se qualificar, o trabalhador tem de pagar. Mas como, se não tem dinheiro nem mesmo para “pegar o ônibus”?

Como Poder constituído, o Legislativo tem dotação orçamentária para promover seus cursos com a folga que o trabalhador desempregado não tem para fazê-los. Que tal os senhores deputados, baluartes da democracia, tornarem essas oportunidades realmente mais democráticas, destinando uma parcela desses cursos para o trabalhador carente, que “corre atrás” do seu lugar ao sol todos os dias, sem dinheiro nem mesmo para a água ou o cafezinho na taverna da esquina?

Senhores gestoras do dinheiro público, vamos dar a Cesar o que é de Cesar e a Lázaro o que é de Lázaro? A isso dá-se o nome de distribuição de renda!