A relação entre o câncer e a COVID-19 foi destaque no principal encontro anual da sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)

Especialistas do Americas Oncologia, da Rede Americas – grupo médico-hospitalar do UnitedHealth Group Brasil, assinam trabalho apresentado com dados sobre o câncer e a doença causada pelo novo coronavírus

Rio de Janeiro (RJ), junho de 2021 – De acordo com as mais recentes estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 625 mil novos casos de câncer poderão ser confirmados, a cada ano, até o final de 2022. Um estudo recente, publicado no Brazilian Journal of Oncology, apresentado na ASCO, feito com os prontuários médicos de nove centros oncológicos, em cinco diferentes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de janeiro e Campinas, organizado por especialistas do Americas Oncologia, aponta que pacientes diagnosticados com COVID-19, no período de 15 de março de 2020 e 13 de agosto de 2020, apresentaram diferentes associações entre as características clínicas e a gravidade das infecções por COVID-19, a exemplo de doenças cardíacas, hipertensão arterial, câncer primário ou metastático para o pulmão, entre outros.

Os resultados indicaram que 102 pacientes tiveram dados coletados para análise, 85 (83,3%) dos quais foram avaliados de pessoas hospitalizadas. A média de idade foi de 65,8 anos, entre uma maioria do sexo feminino (61,8%) e da cor branca (73,5%). Outros 78,4% tinham performance status de 0-1 (que são os pacientes assintomáticos, ou que possuem sintomas, mas que não causam debilidade) e os subtipos de câncer mais comuns foram gastrointestinal (30,4%), mama (22,6%) e hematológico (13,7%).

Fernando Meton, diretor do Americas Oncologia, explica que os pacientes com câncer podem ter maior risco de complicações e morte por covid-19. “ Entretanto, os pacientes devem ser avaliados de maneira individualizada pois o risco é maior em determinados grupos específicos” observa o oncologista.

Quase 40% da população tinha doença em estágio avançado e a conclusão é que os pacientes debilitados têm 83% mais risco que pacientes ativos, hipertensos têm 72% mais risco, pacientes com menos de 1000 linfócitos na admissão hospitalar têm 2,4 mais riscos, que aqueles com linfócitos normais. Além disso, considerando vários fatores juntos (análise multivariada), pacientes com câncer de pulmão têm 2,6x mais risco, pacientes com metástase pulmonar têm 2,9x mais risco, pacientes com doenças coronarianas têm 3,8x mais risco.

O médico informa que o trabalho representa uma união de esforços para enfatizar o desafio no combate à COVID-19 nos pacientes oncológicos e que os resultados reforçam a importância de um manejo especial nos doentes com câncer, a exemplo de políticas públicas de saúde, com ao envolvimento de opiniões de especialistas para definir as prioridades na assistência oncológica e na vacinação de grupos de risco. “ Paciente com câncer pode ter um perfil de risco que varia desde o habitual de pessoas saudáveis, até o risco grande a exemplo do da população idosa).

A conclusão é de que todo paciente com câncer deve ser cuidadosamente monitorado em períodos de pandemia, porque apresentam maior risco de complicações de diversas doenças infecciosas, especialmente a covid-19, em que há prejuízo severo da imunidade. ”, finaliza.

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