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Abertura da Rodada de Negócios tem discursos que exaltam a integração regional

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Nesta terça-feira, 1, no auditório da Fecomércio AM, autoridades amazonenses, rondonienses e equatorianas abriram os trabalhos da 2a Rodada de Negócios Equador e Brasil. Estiveram presentes o vice-governador de Rondônia, Dr. Daniel Pereira, o embaixador do Equador no Brasil, Dr. Horacio Sevilla Borja, o ministro de Comércio Exterior do Equador, Sr. Diego Aulestia, o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo e os presidentes das Federações do Comércio do Amazonas, Dr. José Roberto Tadros e de Rondônia, Sr. Raniery Coelho. Na cerimônia de abertura, um dos principais assuntos abordados foi a integração comercial entre os países latino-americanos.

Em seu discurso, Dr. José Roberto Tadros salienta que “só há dois países na América do Sul que não fazem fronteira com o Brasil, o Chile e o Equador, mas são, praticamente, nossos vizinhos. Precisamos aprofundar as nossas relações comerciais, culturais e humanas”. Para o presidente da Fecomércio AM, o estado precisa romper com o colonialismo interno, no que tange à todas as transações passarem pelo estado de São Paulo, o que onera os valores dos produtos. Dr. Tadros lembra que nada separa os latinos, pelo contrário, são unidos, “o que falta é uma integração, pois pensamos e raciocinamos iguais e somos abertos a todos os povos”.”Estamos condenados eternamente a sermos vizinhos e portanto precisamos fazer bons negócios”, conclui o presidente.

O embaixador do Equador no Brasil, Dr. Horário Sevilla, ao manifestar-se salientou o encontro entre os presidentes Dilma Roussef e Rafael Correa, ocorrida em 28 de janeiro de 2016, no qual foi discutido o eixo Manta-Manaus, que pretende unir via fluvial essas duas cidades para melhorar as relações comerciais dentro da América do Sul, além de ser uma alternativa ao canal do Panamá para o comércio com a Ásia. O embaixador enfatizou que essa estratégia multimodal é vista com otimismo pelo Equador, pois irá melhorar a infraestrutura de interligação do continente, que permitirá uma redução de custos e tempo em relação ao tradicional canal do Panamá. “Está nova rota permitirá que os produtos da região norte e nordeste do Brasil possam chegar em condições mais favoráveis aos mercados asiáticos”, ressalta Horacio Sevilla.

O ministro de comércio exterior do Equador, Sr. Diego Aulestia, destacou o potencial industrial do Amazonas e a possibilidade de escoamento da produção através de uma logística fluvial até o oceano pacífico.”Estamos certos de que através da rota Manta-Manaus, poderemos oferecer à riquíssima produção amazônica uma saída mais conveniente ao oceano Pacífico”, ressaltou Aulestia.

O vice-governador de Rondônia, Dr. Daniel Pereira, destaca a importância da integração do Brasil com os demais países sul-americanos. Exemplifica, informando que o Polo Industrial de Manaus produz para 200 milhões de brasileiros, com a integração produzirá para 600 milhões de latino-americanos. O modelo atualmente proposto é o que os americanos fizeram no século 20, com o canal do Panamá, que é construir uma ligação entre os oceanos Pacífico e Atlântico através de uma rede de transportes multimodal com hidrovias, ferrovias e rodovias que passam por países sul-americanos. “Temos uma grande distorção que é não fomentar o intercambio turístico, comercial, cultural e econômico entre os países sul-americanos”, conclui Daniel Pereira.

A Rodada de Negócios Equador e Brasil ocorre nesta terça-feira, na quarta a comitiva equatoriana visitará pontos industriais e comerciais de Manaus.

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