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Abrasel Amazonas declara luto no comércio de Manaus e anuncia demissões

A associação afirma que não existe até agora um decreto e medidas que realmente ajudem a atender todos os setores e realmente resolva o problema do comércio no estado

Os membros do Conselho da Abrasel estiveram com o governador nesta quinta-feira (04), e entregaram um planejamento com sugestões na esperança de ser acatado, até o momento espera que seja atendido o planejamento de retorno que foi cuidadosamente criado com parâmetros de segurança e com carácter técnico da Abrasel, no mesmo foi solicitado uma data de retorno tendo em vista que todos precisam se planejar. O setor de alimentação fora do lar é um dos que mais emprega no Brasil, na faixa de 6 milhões de pessoas. O setor está colapsado, sendo muito sacrificado. Por mais que se tente fazer um decreto equilibrado até o momento não existe um justo para atender todos os setores e que realmente resolva o problema do comércio no estado.

O empresário já foi proibido de abrir suas portas em dezembro, que é o mês mais importante para ajudar a reerguer uma parte desse prejuízo, eles esperavam uma flexibilização mais ponderada. Em janeiro os empresários deram férias coletivas as suas equipes na tentativa de aguentar mais um mês, porque as empresas não conseguem mais ficar abertas sem trabalho, sem funcionar. Mais de 30% das empresas da alimentação fora do lar já fecharam suas portas definitivamente.

O Presidente da Abrasel, Fábio Cunha afirma que “tem que ser criado uma solução para que a economia volte a circular em parceria com uma solução para o problema da saúde, junto as autoridades públicas, assim como foi feito com as medidas na tentativa passada de prevenção solicitadas pelos órgãos e os empresários do setor assim fizeram, mesmo sem condições muitos fizeram empréstimos para se adequar. O que tem acontecido é uma total inversão de valores que cresce cada vez mais, temos visto trabalhadores sendo presos, pessoas que geram empregos sendo presas, mesmo as empresas tendo um papel muito importante para a sociedade, que é gerar empregos, pagar impostos e gerar renda para o estado”, afirma Fábio.

As empresas estão se preparando para uma grande onda de demissão com o fim das férias forçadas dos funcionários em janeiro, já esgotando seus recursos e capacidade de endividamento. O setor foi o que mais investiu para cumprir nos protocolos de segurança e até o momento não há relatos de contágio entre os colaboradores das empresas nos dias de funcionamento.

Mediante este cenário a Abrasel solicitou, no documento entregue ao governo, as seguintes flexibilizações:
– Data segura para retorno das atividades em todas as modalidades de atendimento: Salão, Delivery, Coleta, Drive Thru;
– Adequação das limitações dos protocolos para reduzir danos às empresas;
– Dias de operação incluindo final de semana;
– Horário com limitação mais branda;
– Capacidade de público baseada no distanciamento das mesas;
– Quantidade de músicos de acordo com capacidade do palco respeitando o distanciamento entre eles;
– Adequação, ampliação e abastecimentos de EPI dos hospitais da rede pública da capital proporcional à população do estado do Amazonas inteiro;
– Solicitação de um plano de vacinação mais abrangente diferenciado dos outros estados.

Os empresários afirmam que têm visto os órgãos de controle fazendo um ativismo jurídico e obrigando o governador fechar a cidade, mesmo assistindo que esta atitude não resolveu nada até o dia de hoje. “Isso está acontecendo diante de nossos olhos, estamos vendo o estado do amazonas sem prioridade nas vacinas. Os órgãos de controle tratam os empresários como números, eu como presidente da Abrasel no Amazonas conheço cada nome, por trás desses números, que estão preocupados por não conseguirem mais honrar os pagamentos nem com seus funcionários. Tenho visto choro dos colaboradores ao serem demitidos que levam a pedir socorro cada vez mais”, diz o presidente.

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