Adaf apreende 21 toneladas de alimentos em Manaus por problemas com rotulagem

Apreensão de forma cautelar ocorreu em estabelecimentos da zona norte

Vinte e uma toneladas de produtos cárneos foram apreendidas de forma cautelar pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) em dois estabelecimentos de Manaus. O material apresentava problemas na rotulagem e ficará retido até que as inconformidades sejam corrigidas.

A apreensão cautelar foi realizada na terça e quarta-feira, dias 29 e 30 de junho, na zona norte. No primeiro estabelecimento, localizado na Cidade Nova, ficaram retidas 14 toneladas de produtos. No segundo, no bairro Cidade de Deus, foram 7 toneladas.

Os cortes de carne se encontravam em condições higiênico-sanitárias adequadas nas unidades de beneficiamento, mas estavam sendo comercializados sem rótulos ou com rótulo fora dos padrões exigidos por legislação. Ambos os estabelecimentos são cadastrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE), o que exige que os rótulos de seus produtos tenham a aprovação da Adaf.

“A rotulagem é um dos requisitos que garantem que o produto foi inspecionado e passou por um estabelecimento que possui estrutura e equipamentos em condições de manipular e fabricar com qualidade”, destaca o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Adaf, Ramerson Ferreira.

Garantias – Ele explica que, além de garantir a origem, o rótulo fornece todos os conceitos que a legislação prevê, como data de validade, razão social, entre outros que esclarecem ao consumidor de onde é esse produto e, em caso, de algum problema de saúde, permitem rastrear e chegar ao local onde ele foi produzido.

“A rotulagem é um elemento que garante transparência ao processo e dá uma garantia ao consumidor”, acrescenta.

Em um dos estabelecimentos, cortes de carne estavam sendo comercializados temperados sem que o consumidor tivesse a informação dos ingredientes utilizados no tempero.

Por estarem em condições adequadas de manipulação e armazenamento, os produtos ficarão retidos, sem autorização para venda, até que os estabelecimentos regularizem a situação junto à Adaf.

FOTO: Divulgação /Adaf