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Adaf monitora foco de mormo no interior do Amazonas

A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) interditou quatro propriedades e está monitorando equídeos nos municípios de Urucará e São Sebastião do Uatumã após a constatação de foco de mormo, doença infecciosa que também pode ser transmitida a humanos. Pelo risco sanitário, a agência alerta a população para evitar o contato com cavalos e adotar cuidados no trânsito desses animais na região.

A confirmação de mormo em quatro equídeos ocorreu após análises realizadas em laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Com a notificação, a Adaf interditou as quatro propriedades em que os animais se encontravam (duas em cada município) e iniciou o monitoramento de outros 11 equídeos.

Além disso, a agência investigou propriedades adjacentes para identificar possíveis vínculos epidemiológicos e acompanhou o sacrifício dos animais contaminados, que é obrigatório, por não haver cura para o mormo, e deve seguir normas estabelecidas pelo Mapa, sem sofrimento para o animal.

A capacidade de sobrevivência da bactéria do mormo em fontes de água, alimento, utensílios e arreios utilizados para montaria é alta. O bacilo é capaz de sobreviver por longo período de tempo nesses materiais contaminados e permanecer infectante.

Os sintomas mais comuns da zoonose são nódulos nas mucosas nasais, pulmões e gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada por febre de 42°C, fraqueza, prostração e úlceras com secreção.

A doença de mormo é contraída pela inalação ou contato com as secreções de um animal contaminado. De acordo com o fiscal agropecuário médico veterinário Amaury Luz, os sintomas gerais em humanos incluem febre, mal-estar, fadiga, cefaleia, mialgias, linfoadenopatia, dor no peito, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e diarreia. As infecções podem ser localizadas, pulmonares ou generalizadas, com risco de morte.

Os criadores de equídeos (cavalos, asnos e mulas) precisam ficar atentos e notificar a Adaf imediatamente em caso de aparecimento de sintomas como lesões ulcerativas, nódulos, secreção nasal, apatia ou febre. Além disso, é necessário realizar o isolamento dos infectados.

“Promover aglomeração de animais em eventos clandestinos, mantê-los soltos e livres na rua ou em contato com animais não testados é uma maneira de disseminar ainda mais a doença”, alerta a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos da Adaf, Jeane Cristini Barbosa.

FOTO: Divulgação/Adaf

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