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Advogado de Roger Abdelmassih fala de críticas e diz que não pode ser confundido com cliente

Roger Abdelmassih é acusado de aliciar clientes – Divulgação

O advogado de defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, Rubéns Franklin, emitiu uma nota à imprensa nesta quarta-feira (28) repudiando os xingamentos feitos ao cliente dele e aos demais advogados atuantes no caso. Rubéns explica que não se pode confundir a figura do condenado com a do advogado e classificou como sensacionalistas os fatos narrados pela imprensa.
O jurista fez questão de esclarecer que não tem conhecimento do processo inicial, onde houve a condenação. “Fomos contratados somente para atuar no pedido de concessão de prisão domiciliar”, disse.

“Não podemos nunca, jamais, confundir a pessoa do condenado com a do advogado, o que não raramente se observa nas críticas severas a advogados por defender “fulano” ou “sicrano”, ponderou.

Eis a íntegra da nota:

Nos últimos dias, acompanhei a cobertura pela imprensa, do caso sobre o ex-médico Roger Abdelmassih. Ele foi beneficiado por uma decisão da Juíza Titular da Primeira Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté, Dra Sueli Zeraik de Oliveira Armani, que concedeu prisão domiciliar ao condenado.

Embora faça parte da banca de Advogados que patrocinou o pedido do ex-médico, farei apenas considerações sobre o que foi ventilado na imprensa nacional e internacional no que tange às críticas impostas a ele e aos Advogados que fizeram a Defesa. Não irei inserir neste texto qualquer informação que contém nos Autos do Processo.

Vivemos em um Estado Democrático de Direito, onde existe, ao menos em tese, o “princípio da presunção de inocência”, sufragado pela Constituição Federal. Frise-se, não tenho qualquer conhecimento do processo crime principal, onde houve a condenação, fomos contratados somente para atuar no pedido de concessão de prisão domiciliar exitoso. Mas, o que se viu nos últimos dias, foi uma avalanche de xingamentos contra o ex-médico e também contra os advogados subscritores do pedido de concessão de prisão domiciliar e indulto humanitário, este último, negado pela Juíza.

Tais insultos partiram de várias pessoas e também de um midiático e fanfarrão apresentador de televisão sensacionalista que obtém audiência à custa da desgraça alheia. É importante deixar claro, que a imprensa pode e deve sim noticiar, mostrar a verdade dos fatos, sempre defendi isto. Contudo, ofender acusados e advogados promovendo todo tipo de xingamento extrapola o direito previsto na Constituição Federal.

Muitos fatos narrados pela imprensa não procedem, mas, como disse anteriormente, não vou expor nada que contém nos Autos, apenas o que foi falado na imprensa. Defenestrar a honra de profissionais que simplesmente fazem seu trabalho honesto não é papel da imprensa, tampouco de apresentadores sensacionalistas.

A Constituição Federal é taxativa ao defender em seu Artigo 133 as prerrogativas do Advogado. Porém, muitas vezes este dispositivo legal se transforma em mera perfumaria empoeirada. Independentemente do caso, de muita ou nenhuma repercussão. Se o acusado é inocente ou não, o que não podemos nunca, jamais, é confundir a pessoa do condenado com a do advogado, o que não raramente se observa, nas críticas severas a advogados por defender “fulano” ou “sicrano”.

Fica aqui registrado o repúdio às críticas impostas por alguns e poucos veículos de comunicação que teceram críticas covardes aos advogados que atuaram na defesa do ex-médico Roger Abdelmassih.

Roger Abdelmassih, condenado a mais de 181 anos de cadeia por estuprar as próprias pacientes conquistou o benefício de prisão domiciliar na última sexta-feira (21), devido a problemas de saúde.
A decisão foi da juíza Sueli Zeraik, responsável pela 1ª Vara de Execuções Penais de Taubaté, no interior de São Paulo.