Ageman intensifica acompanhamento da instalação de geradores nos reservatórios de água

08.11.18 Ageman continua acompanhando instalação de geradores nos reservatórios de água. Divulgação Ageman.

A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) vai intensificar, na próxima semana, o acompanhamento do trabalho da concessionária Manaus Ambiental de instalação dos geradores de energia nos oito maiores complexos de abastecimento e distribuição de água da cidade de Manaus.

Na segunda-feira, 12/11, os trabalhos chegarão aos reservatórios Cidade Nova e Mundo Novo, zona Norte. Na terça-feira, 13/11, será a vez da Bola do Coroado, zona Leste.

A medida visa tornar o sistema de água mais independente, reduzindo os impactos do desabastecimento de água quando houver falta de energia. A iniciativa vai beneficiar quase 1 milhão de pessoas em todas as zonas da capital amazonense. Os equipamentos têm capacidade de 2000kVA e 2200kVA e funcionamento automático.

A instalação dos geradores começou na segunda-feira, 5/11, na zona Norte e Leste. Nesta quarta-feira, 7/11, os trabalhos seguiram no Reservatório Mocó, na Praça Chile, zona Centro-Sul de Manaus. Além da implantação do gerador, os técnicos da concessionária estão fazendo, ainda, a substituição de registros, a fim de melhorar a reservação e a distribuição de água para os bairros de Manaus.

Para que os geradores sejam instalados, a empresa realiza paradas programadas no abastecimento de água. A primeira ocorreu no dia 5/11, na zona Leste, quando os reservatórios dos bairros São José 3, Cidade de Deus, Nova Floresta e Núcleo 23 da Cidade Nova receberam os primeiros geradores.

A ação tem ocorrido sempre a partir das 22h. O trabalho tem duração de 8 horas. Após este período, o restabelecimento do abastecimento de água tem normalizado gradativamente em até 36 horas nos setores abrangidos. Os prazos para a realização dos serviços e normalização do abastecimento seguem dentro dos cronogramas apresentados.

A Manaus Ambiental garantiu à Ageman que trabalhará para concluir o serviço em tempo hábil e reitera a importância dos moradores dos bairros reservarem água para minimizar o impacto nas atividades cotidianas.

Uma mostra de trabalhos desenvolvidos por estudantes e professores da rede pública do Estado do Amazonas sobre a história da cidade de Manaus foi realizada na manhã desta quinta-feira (08/11), no auditório do Centro de Formação Profissional Padre José de Anchieta, na sede da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) do Amazonas, no bairro Japiim 2, zona sul da capital.

Em sua primeira edição, a mostra “Detetives da História” é coordenada pelo Departamento de Políticas e Programas Educacionais (Deppe), por meio das Gerências de Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio e de Atendimento Educacional à Diversidade.

O gerente de Ensino Fundamental Anos Finais da Seduc, Eriberto Façanha, explicou que a mostra reuniu projetos que foram escolhidos por meio de seletivas de aconteceram nas coordenadorias distritais de educação (CDEs). “O objetivo dessa mostra foi fazer uma atividade com os professores de História e Geografia em relação à história da cidade de Manaus. A ideia foi realizar seletivas nas Coordenadorias Distritais e selecionar trabalhos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos. Os alunos e professores, principalmente, compraram a ideia de fazer o projeto. Foi um trabalho coletivo, os professores participaram da construção do projeto, os alunos se empenharam nas visitas aos pontos turísticos da cidade e a gente tem certeza que nosso objetivo foi cumprido”, explicou.

A representante da Gerência de Ensino Médio, Sheila Cordeiro, contou que o projeto permitiu aos estudantes um aprofundamento da história do Amazonas. “Acredito que o projeto foi inovador para a área de História. O conteúdo voltado para a História do Amazonas não é muito bem trabalhado na sala de aula, apesar de fazer parte do currículo. Esse projeto foi uma forma diferente de se tratar a história de Manaus, porque vem com um material diferenciado. Aqui, não tem perdedores ou vencedores, têm projetos que foram escolhidos para representar as coordenadorias, não quer dizer que são melhores ou piores que os outros”, disse.

Projetos – Um dos projetos apresentado durante a mostra, “Patrimônios edificados de Manaus”, foi criado pelo professor de História Renato Silva na Escola Estadual Carvalho Leal, no bairro da Cachoeirinha, zona sul.

Segundo o professor, o resultado do trabalho foi muito positivo e permitiu, inclusive, a integração entre a escola e a comunidade. “Dentro da proposta da Seduc, através do livro da professora Etelvina Garcia, nasceu esse projeto. Junto com os alunos, debatemos os patrimônios edificados de Manaus. Fizemos um recorte temporal do século 19 e o início do século 20 e para mim, como professor, foi uma grata surpresa ver que eles se envolveram com o projeto e foi tanto envolvimento que já nasceu um segundo projeto. Isso significa e mostra para nós um resultado fantástico. O nosso projeto saiu dos muros da escola e abraçou a comunidade”, ressaltou Silva.

A estudante do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Carvalho Leal, Júlia Carvalho de Araújo, de 13 anos, participou do projeto. Para ela, a atividade trouxe um aprendizado significativo. “Fiquei muito surpresa porque aprendi muito com esse projeto. Acho que o projeto vai trazer muitos benefícios para a minha formação”, explicou.

Outro projeto apresentado foi da Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Djalma da Cunha Batista. Intitulado “As transformações espaciais na cidade de Manaus no período áureo da borracha”, o projeto foi coordenado pelo professor da disciplina de Geografia, Raimundo Freitas, que resolveu abordar a temática através de uma peça teatral. “Apesar de eu trabalhar com Geografia, eu sempre digo que não dá para dissociar a Geografia da História. A gente achou melhor trabalhar com uma peça teatral, trazendo os povos antigos, e foi como a gente percebeu toda uma mudança espacial e social na cidade de Manaus. A gente tentou demonstrar toda essa transformação social a partir de um produto específico, que foi a borracha”, contou.

FOTOS: DIVULGAÇÃO/SEDUC