Especialistas em medicina esportiva chamam a atenção para o número de 100 milhões de brasileiros inaptos às atividades físicas; mulheres são maioria!

Índices recentes revelaram uma constatação alarmante: mais de 100 milhões de brasileiros não fazem exercícios físicos. Esta população representa 62,1% do universo de pessoas com idade igual ou superior a 15 anos. Os números estiveram presentes em estudo da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) – divulgada pelo IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Dentre o universo de sedentários, as mulheres são maioria e correspondem a 66,7 % do total. Duas em cada três mulheres não se exercitam. Entre os homens, esse percentual foi de 57,3%, de acordo com o IBGE. O principal motivo relatado pelos entrevistados que não se dedicam a uma atividade física é a falta de tempo livre (38,2%).

Além da perda na qualidade de vida, o sedentarismo favorece problemas graves de saúde como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. O conceito de que combater o sedentarismo seja uma forma de viver mais e melhor é realidade dentre os especialistas da área.

Pós-graduado em medicina esportiva, Thiago Vendramini acredita que o primeiro tabu a ser quebrado é a ideia de que atividade física e alimentação são somente para estética. “Manter hábitos e rotinas saudáveis auxiliam em todos os aspectos. Além de combater a obesidade e assegurar a boa forma, a prática de esportes contribui para a manutenção da saúde física e mental”, explica Vendramini. Na visão do especialista, a falta de tempo não serve como justificativa.

“Hoje em dia é possível treinar muito bem e em qualquer ambiente, como praças e parques. Com assessoria profissional, os resultados são melhores e a atividade muito mais segura. O brasileiro deve priorizar a qualidade de vida em sua rotina. Saúde se constrói com hábitos saudáveis”, encerra Vendramini, idealizador da startup de saúde integral, Pense Levemente.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 300 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência de doenças relacionados ao sedentarismo. No mundo, são cerca de 3,2 milhões de óbitos.

Thiago Vendramini* – Profissional da Saúde há 10 anos. Professor de Educação Física. Pós-graduação em Medicina do Esporte e da Atividade Física. Especializando em Psicologia do Esporte. Practitioner em Programação Neurolinguística.

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