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Alessandra Campêlo lidera movimento por secretaria de políticas públicas para as mulheres

Se for preciso, as mulheres vão às ruas pelo efetivo funcionamento de uma Secretaria de Políticas Públicas para a categoria. Pelo menos esse foi o tom dos pronunciamentos das lideranças do movimento feminista durante a audiência sobre o tema na Assembleia Legislativa do Amazonas, na manhã desta segunda-feira, 2 de março. O encontro foi proposto pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB), tendo os deputados José Ricardo Wendling (PT) e Sidney Leite (PROS) como coautores.

Para Alessandra Campêlo, é um equívoco a reforma administrativa proposta pelo governo José Melo no que diz respeito a transferir para a Secretaria de Justiça as atribuições da Secretaria Executiva de Políticas para as Mulheres. “Não faz sentido do ponto de vista político, econômico e técnico”, disse Alessandra, em contraponto ao projeto encaminhado pelo Governo à Casa na última semana.

CONTRADIÇÃO
A deputada acha contraditória a posição de José Melo sobre o tema, já que ele era vice-governador quando a secretaria das Mulheres foi criada em 2013. “É no mínimo contraditória uma proposta, uma mensagem governamental que diz que vai priorizar as políticas para as mulheres e ao mesmo tempo extingue a secretaria. Por sermos mais da metade da população, eu acho que é justo que a gente não retroceda. Uma lei que foi criada em 2013 e, menos de dois anos depois, extinguir a mesma secretaria da qual o governador também participou da criação porque era vice-governador da época e da qual os deputados que fazem parte da Assembleia Legislativa também votaram a favor por unanimidade”.

Na audiência pública, o Governo do Estado foi representado pela secretária executiva adjunta da SEAS, Graça Prola. Ela assegurou que os direitos conquistados pelas mulheres, assim como as políticas públicas para a categoria serão mantidas e até ampliadas.

DIREITOS AMEAÇADOS
Alessandra destacou a transversalidade da pasta e a importância da mesma na garantia dos direitos e conquistas das mulheres. “A Secretaria Executiva de Políticas para as Mulheres é uma secretaria transversal que tem ações na área de educação, na área de saúde, de cidadania e de segurança pública. É necessário que a gente tenha uma secretaria que se preocupe exclusivamente em trabalhar, em discutir, em debater e executar as políticas públicas para as mulheres no Estado já que nós somos mais da metade da população. Nós avançamos em alguns direitos, mas ainda há muitos direitos a serem conquistados para que as mulheres tenham as condições de igualdade com os homens em nossa sociedade”.