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Aluno de doutorado do Inpa será um dos condutores da Tocha Olímpica em Manaus

Gabriel Leite é doutorando do Programa de Genética, Conservação e Biologia Evolutiva. Ele foi escolhido por meio de um concurso chamado “Quem se atreve”, no qual contou uma história “atrevida” de sua vida
Por Luciete Pedrosa – Ascom Inpa
Foto: Luciete Pedrosa

O aluno de doutorado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Gabriel Leite, 31, é um dos 174 selecionados de Manaus que conduzirão a Tocha Olímpica em Manaus. O doutorando foi selecionado por um dos patrocinadores do evento e conduzirá o símbolo dos jogos olímpicos, no próximo domingo (19), por volta das 18h30, na altura da avenida Coronel Teixeira, próximo a um shopping, por um percurso de 200 metros.

Gabriel foi selecionado num concurso chamado “Quem se atreve”, no qual contou uma história “atrevida” de sua vida. O doutorando contou que em 2007, no último ano da graduação em Biologia, em São José do Rio Preto, largou um bom emprego em uma fábrica de automóveis e foi fazer mestrado em Ecologia na Universidade Federal do Tocantins. Ao terminar o mestrado, em 2010, veio para a Amazônia trabalhar como bolsista nas ilhas do reservatório de Balbina, depois trabalhou em outros lugares da Amazônia, até 2013, quando conseguiu ingressar no doutorado de Genética, Conservação e Biologia Evolutiva no Inpa.

Em julho de 2014, Leite resolveu ir morar numa comunidade ribeirinha, Monte Carmelo, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, na região do médio rio Juruá, local que fazia parte da coleta de dados para as pesquisas do seu doutorado, mas que também foi uma significativa experiência de vida. Segundo ele, essa foi a parte mais “atrevida” de sua vida, morar num lugarejo durante um ano e três meses que ficava a dois dias de barco da cidade mais próxima, que é Carauari.

O mestrando gostou tanto dessa fase em que viveu na comunidade ribeirinha, que resolveu marcar essa experiência. Ele fez uma tatuagem no braço direito com um trecho do rio Juruá.

Para o doutorando, o Inpa teve um peso fundamental para essa sua história de vida e na seleção para conduzir a Tocha Olímpica. “Se não fosse o Inpa, não teria vindo para a Amazônia. Eu vim com o objetivo de estudar no Inpa, que é uma vitrine para os biólogos do sul e sudeste do Brasil. Eu tive a oportunidade de fazer essa história, uma das mais marcantes na minha vida”, destaca.

Ele diz que, em abril, quando recebeu a notícia de que será um dos condutores oficiais da Tocha Olímpica, sentiu muito orgulho por ter sido selecionado. “Fiquei muito feliz, porque vou conduzir a Tocha Olímpica, que é o maior símbolo dos jogos olímpicos e que significa a paz e união entre os povos. Mas não é só por isso, mas também pela minha história de vida que construí, pelo o que eu fiz e pelo o que ainda estou fazendo em ajudar a natureza, as pessoas com as minhas pesquisas”, diz.

O doutorando está trabalhando com genética, ecologia e conservação do mutum-piurí (Crax globulosa), uma espécie de ave de grande porte ameaçada de extinção, principalmente pela caça, e que vive nas várzeas de alguns rios amazônicos.

Percurso

A Tocha Olímpica desembarca em Manaus, na manhã do próximo domingo (19), no Aeroporto Eduardo Gomes, depois segue em revezamento a cada 200 metros pelas avenidas Torquato Tapajós e Constantino Nery com parada na Arena da Amazônia. O comboio prossegue pela avenida Constantino Nery até a rua Leonardo Malcher, seguindo pela Luiz Antony até o Paço da Liberdade, no Centro Histórico de Manaus. Depois segue para o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, passando pelas avenidas Getúlio Vargas, Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro, terminando no Boulevard Álvaro Maia.

O símbolo também percorrerá, pela parte da tarde, as zonas Leste e Oeste de Manaus, passando pelas avenidas Autaz Mirim e Itaúba (na zona Leste) indo em direção à avenida Brasil e Coronel Teixeira até chegar no complexo Turístico da Ponta Negra, onde haverá uma grande celebração.

Na manhã de segunda-feira (20), a tocha seguirá de hotel na Ponta Negra para os municípios de Iranduba e Presidente Figueiredo. O símbolo também passará pela orla do rio Negro e na tribo indígena Dessana.

No grupo de revezadores em Manaus participam estudantes da rede pública de ensino, atletas, figuras de expressão local e esportistas. Dentre eles, estão o piloto Antônio Pizzonia, o velocista Sandro Viana e o paratleta de natação Simplício Augusto de Menezes Campos.