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Alunos do interior do Amazonas aprendem a importância da floresta e biodiversidade Amazônica

Mais de 40 estudantes da Escola Estadual Isaías Vasconcelos, no município de Iranduba, participaram de oficina e atividades interativas que trouxeram a reflexão sobre os ganhos e perdas que ocorrem no ecossistema com a manutenção e derrubada da floresta Amazônica. A atividade foi realizada na última segunda-feira (02/12) e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação (POP CT&I), edital N°009/2019.

Intitulado “Brincando se aprende: a importância da floresta e biodiversidade amazônica”, o projeto foi coordenado pela pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Genoveva Chagas de Azevedo, e apresentado em seis escolas da rede pública de Manaus, Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo, para alunos do Ensino Médio e Fundamental. Também foi realizada oficina para simular o trabalho de campo no Bosque da Ciência do Inpa, para os visitantes em geral.

Segundo a coordenadora do projeto, Genoveva Azevedo, especificamente, para esse projeto o tema desenvolvido e debatido foi à floresta amazônica.

“Criamos uma espécie de jogo com base no que a gente ganha com a floresta em pé e o que a gente perde com a floresta no chão. Trazer essa discussão é levar informação de conhecimento científico e propor essa reflexão aos estudantes de um tema em evidência e atual”, conta.

Jogo – Segundo Genoveva, o jogo utiliza dois painéis, que retratam a floresta em pé, exuberante e o outro a floresta no chão (queimada/derrubada). Cada painel é composto por 20 quadrados nas laterais enumerados de 1 a 6, que os participantes escolhem após jogar o dado. Cada quadrado corresponde a uma possível consequência de cada cenário. Ao final, o aluno leva consigo um cartão informativo sobre o cenário apresentado.

“Essa atividade possibilita ao estudante de forma lúdica e interativa o conhecimento sobre o papel da floresta no ecossistema. A gente acredita que com o conhecimento aliado ao processo educativo e com a reflexão crítica é possível que o cidadão se coloque também na condição de co-responsável e isso venha a gerar uma conduta diferente na questão dos cuidados com o meio ambiente”, disse.

O estudante Lucas Albuquerque, do 3º ano do Ensino Médio, que participou da atividade, conta que aprendeu muito com o tema abordado na oficina. “Achei legal, muitas coisas que ocorrem no processo natural da floresta não conhecia. Isso permitiu que refletisse sobre a importância da floresta para nosso meio ambiente e também para nossa vida”.

Segundo a estudante, Larissa Dantas, também do 3º ano do Ensino Médio, oficinas como essas nas escolas é muito importante para o conhecimento. “Aprendi mais do que nunca que devemos preservar nossa floresta, porque ela serve para tudo e que, se continuar o crescimento do desmatamento das florestas, nós seremos os maiores prejudicados”, disse.

POP CT&I – No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$ 800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

Para a coordenadora do projeto, a iniciativa da Fapeam é fundamental. “É uma forma também de saber que existe investimento de popularização da ciência para apoiar pesquisadores, professores para desenvolver atividades dessa natureza, onde podemos criar mecanismos, recursos que possam mediar essa discussão, essa questão do conhecimento científico. O pesquisador publica seu artigo, mas como vai fazer para decodificar isso? Como torna esse tipo de conhecimento acessível a outros grupos? E esse tipo de projeto é fundamental, ele instiga e desafia o pesquisador a buscar uma forma de tornar esse conhecimento acessível em uma linguagem que os cidadãos de um modo geral entendam”, relata a pesquisadora.

FOTO: DIVULGAÇÃO/FAPEAM