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Alunos e ex-alunos realizam bela apresentação no 7º Sarau do Instituto de Educação do Amazonas (IEA)

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Mário Quintana, Thiago de Mello, Coca Coralina, Manuel Bandeiras, Cecília Meireles, entre outros poetas tiveram sua obras grandiosamente declamada por alunos e ex-aluno da Escola Estadual de Tempo Integral Instituto de Educação do Amazonas durante o 7º Sarau Literário, apresentado no Teatro Gebes Medeiros, no Centro, durante a manhã desta quinta-feira.

Com a lotação máxima do teatro devidamente preenchida por alunos, professores e convidados, o resultado de meses de ensaios foi recompensado com um espetáculo grandioso, revelando jovens talentos “IEAnos”.

Ex-aluno

O jovem William Marinho, 18, apesar de ter finalizado o Ensino Médio ano passado, foi convidado pela coordenadora do projeto, Marla Liuba de Oliveira Barbosa, a participar do Sarau Literário. E ele não deixou a desejar. Os três poemas que ele declamou, “Poetas”, de Florbela Espanca; “Não há vagas”, de Ferreira Goulart; e “invernáculo”, de Paulo Leminski, arrancou aplausos de todos devido a emoção que ele passou ao público.”O Sarau é emocionante. Não foi muito difícil, porque a gente já tem uma convivência com os poemas no decorrer dos anos. O poema é praticamente parte da nossa vida”, ressaltou William, ao acrescentar que este é o quarto ano que ele participa do evento.

William explica que a interpretação dos poemas acontece conforme ele vai recitando. “O (poema) Não há vagas, é um poema de crítica, quando fala, sente raiva, ódio. O Poetas, é um poema mais calmo, brando, fala do que ela (autora) está sentindo naquele momento”, enfatizou.

Os Estatutos do Homem

A estudante Rafaela Martins Cruz, 17, declamou com muito entusiasmo e convicção o poema Os Estatutos do Homem, de Thiago de Mello. Durante dois meses ela se dedicou a decorar e interpretar os 14 artigos da poesia e emocionou a todos com sua interpretação.

“Para sentir a poesia, a gente tem que ter um tempo com o poema, por isso que a professora entrega com meses de antecedência para termos uma conexão com o poema. Na hora, é fruto do ensaio, está interno e as emoções são consequências disso”, destacou a jovem, que cursa o terceiro ano do Ensino Médio e participa da Sarau pela terceira vez. Ela também declarou com maestria o poema Saber viver, de Cora Coralina.
Voz e violão

Com apenas 15 anos de idade, a jovem Rebeca Fernandes, impressionou com sua voz e firmeza durante as quatro músicas que ela cantou. No repertório, estavam clássicos da música popular brasileira e amazonense: “Olhos coloridos” (Sandra de Sá); “Tempo perdido” (Legião Urbana); “A paz” (Gilberto Gil); e “Porto de Lenha” (Raízes Caboclas)

Acostumada com os “holofotes”, Rebeca conta que é cantora gospel, mas afirma que ficou nervosa, devido o teatro estar lotado. “Sempre dá um friozinho na barriga, é inevitável porque tinha muita gente e também porque é a primeira vez que participo do Sarau. Foi uma experiência ótima”, enfatizou a aluna, que cursa o 1º ano do Ensino Médio..
Projeto e sonho

Coordenadora do projeto desde o início, Marla Liuba destaca que desde o princípio, o Sarau surgiu para atender a necessidade de se fazer projetos em escola de tempo integral e no IEA ela encontrou alunos animados e dispostos a fazer o trabalho acontecer. Ela acrescenta que a satisfação de estar com os jovens é gratificante. “Eles são alegres, participam das atividades e com isso revigora a convicção de que é pela educação que vamos conseguir sermos os melhores. Temos vários talentos aqui”, declarou.

Marla também ressalta que a cada ano o Sarau cresce e com isso toma rumos e dimensões que a faz sentir a necessidade da ousar na próxima edição do evento, em 2017. “Tenho vontade de levar os alunos para a rua, para fazer apresentações públicas. Será um grande desafio, mas ainda não tenho essa força para enfrentar”, confessou. Mas de depender da gestora do IEA, Shirley Maria Vieira de Souza, o próximo Sarau será no Teatro Amazonas.

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