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Alunos propõem soluções para reduzir impactos da covid-19

Estudantes brasileiros de escolas públicas e privadas estão com as mentes voltadas para criação de soluções inovadoras para prevenir, diagnosticar, combater ou minimizar os impactos causados pela covid-19. Equipes compostas por quatro a dez estudantes de 9 a 18 anos de todo o Brasil, participantes de competições de robótica, enviam hoje, 31, projetos online para participar do Desafio SESI de Robótica Covid-19. Ao todo 11 equipes das Escolas SESI, do interior e da capital, estão participando da proposta.

O evento foi desenvolvido para ocorrer inteiramente virtual e dividido em etapas. Cada equipe tem que propor soluções que minimizem, por meio da robótica, os impactos na sociedade causados pela pandemia. Com ideias variadas, desde aplicativos para biossegurança e transporte público, sacola biodegradável, até balas fitoterápicas e totens para medição de temperatura, álcool em gel e detectar o uso de máscara, os alunos da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa preparam propostas para auxiliar a população nessa nova realidade.

Os projetos estão sendo criados pelas equipes a distância. Por meio de reuniões online e com pesquisas em livros, artigos, revistas e entrevistas com especialistas, os alunos desenvolvem a proposta para primeira etapa do Desafio Covid-19. De acordo com o técnico da equipe Team Prodixy, Glauco Soprano, cada projeto envolve um processo de pesquisa iniciado pela identificação do problema, mais conceitual e sem protótipo físico para a escolha do tema.

A equipe Team Prodixy, por exemplo, faz parte de uma das cinco equipes da Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa. Juntos os alunos estão com a proposta de criar totens para fazer a medição de temperatura, oferecer álcool em gel e detectar o uso de máscara. A ideia é orientar as pessoas para os itens de uso obrigatório em busca da segurança da população nesse período da pandemia. Para os estabelecimentos comerciais de adequarem às normas de biossegurança e o usuário ter essas informações de locais “biosseguros”, a equipe RebelsTech, formada por alunos do 7º e 9º ano, propõe a criação de um aplicativo chamado Biossecurity Places.

“Será um aplicativo que usa a tecnologia Machine Learning. A ideia surgiu nas primeiras aulas de educação tecnológica, sobre o tema Biossegurança, aos alunos do fundamental 2. Depois veio o Desafio Covid-19 e os alunos propuseram relacionar o que já vinha sendo falado na disciplina à ideia do projeto. Vimos que os órgãos estaduais de vigilância sanitária estavam elaborando protocolos de Biossegurança para os mais variados estabelecimentos e isso poderia servir como base do nosso checklist”, contou o técnico da equipe RebelsTech, Guilherme Vilagelim.

Distanciamento social é trabalhado entre os projetos

Outra proposta de criação de um aplicativo foi feita pelos alunos da equipe Lego Star. Visando à diminuição da superlotação dos transportes públicos (ônibus coletivo), o aplicativo BAC (Bus Against Covid-19) tem o intuito de agendar o seu assento com a compra de passagem antecipada, evitando assim aglomeração e contato físico no trajeto. Máscaras com sensor de proximidade e pulseiras inteligentes também estão entre as ideias das equipes, Globulegos e Black and White, para ajudar neste distanciamento.

“Os alunos chegaram nessa temática ao ver os profissionais da saúde utilizando máscaras o dia todo, o que os fez pensar no desenvolvimento de Equipamentos Proteção Individual mais confortável. Em paralelo, a ideia do uso do sensor de proximidade veio devido às aglomerações de pessoas em filas, mercados, feiras e nas escolas”, explicou a técnica da equipe Globulegos da Escola SESI de Itacoatiara, Tatiana Melo.

Sistemas de dispersão de solução higienizadora nos barcos, aplicativo de jogos para interação em meio ao isolamento social, além de um pedal de baixo custo, criado para evitar o contato na abertura de portas, também estão entre as ideias inovadoras das Escolas SESI de Iranduba, Parintins e Itacoatiara.

Foto: Divulgação