Um dos 2.500 alunos amazonenses matriculados no ano passado, Lucas Ryan, de 16 anos, passou a frequentar o SESI do Amazonas em busca de se preparar melhor para o mercado de trabalho. O jovem ingressou através do programa ‘Vira Vida’, que apoia desde 2008 jovens de 15 a 21 anos em situação de vulnerabilidade social, e realizou cursos básicos de informática, português e matemática.

Agora, Lucas investe na carreira fazendo um curso de auxiliar administrativo para trabalhar como jovem aprendiz em uma construtora de Manaus. Para ele, a jornada dentro do SESI representa a chance de um futuro melhor.

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“Essa parte profissional da minha vida começou no SESI. Depois que entrei no programa ‘Vira Vida’, eu consegui me desenvolver tanto pessoalmente, como profissionalmente. Isso foi um caminho muito importante que me ajudou a estar onde estou agora. O SESI tem uma base muito boa de qualificação profissional, de ensino técnico, profissionais capacitados. Então, acho que o SESI foi muito importante na minha vida”.

Além do SESI, que oferece cursos de aprendizagem industrial, qualificação, aperfeiçoamento, cursos técnicos e até de graduação tecnológica ou pós-graduação, os jovens também podem se aperfeiçoar através do SENAI. Só no ano passado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial disponibilizou, em todo o Brasil, quase 20 mil vagas para profissionais.

Apesar do histórico de sucesso e das oportunidades geradas para milhões de brasileiros, o futuro desses serviços está incerto no país. Isso porque o governo federal tem sinalizado, desde o fim do ano passado, a intenção de cortar recursos do chamado Sistema S – do qual fazem parte o SESI e o SENAI.

Mesmo com todo o histórico de sucesso, o futuro desses serviços está incerto no país. Isso porque o governo federal tem sinalizado, desde o fim do ano passado, a intenção de cortar os recursos do chamado Sistema S – do qual fazem parte SESI e SENAI.

Há o temor também de que estruturas consolidadas que respondem pela maior parte da qualificação profissional dos trabalhadores também sejam afetadas pela medida.

Reportagem, Juliana Gonçalves