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Amazonas registra crescimento de 0,55% no PIB de 2020 em comparação a 2019

Destaque para a Indústria de Transformação e a Indústria Extrativa que cresceram, respectivamente, a taxa de 6,27% e 10,99%

No ano de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Amazonas teve crescimento nominal de 0,55% e em valores reais houve queda de -3,79%, em uma comparação ao ano de 2019. Em todo o ano passado, período sob os impactos da pandemia causada pelo novo coronavírus, o PIB do Amazonas alcançou cifras de R$105 bilhões. Os dados são da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), que é responsável pelos estudos dos PIBs estadual e municipais, entre outros.

O PIB do quarto trimestre de 2020 registrou R$28.457 milhões no comparativo com o quarto trimestre de 2019, o que representa um crescimento nominal de 4,19%. Os destaques foram para o segmento de Serviço, que obteve crescimento de 4,16%, e para a Indústria, que registrou alta de 3,72% no período (4º trimestre 2019/2020).

Em comparação ao terceiro trimestre de 2020, o quarto trimestre registrou crescimento nominal de 5,91% e taxa de crescimento real de 2,69%, ao se descontar a inflação pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Na comparação com o quarto trimestre de 2019, o PIB apresentou crescimento de 4,19% (Nominal) e queda de -0,32% (Real).

Esse desempenho se deve à recuperação da atividade econômica que contribuiu para um melhor desempenho com valores de R$ 26.870 milhões no terceiro trimestre, e de R$ 28.457 milhões no quarto trimestre, compensando as perdas do segundo trimestre (-7,33% comparativo entre o 1º trimestre e o 2º trimestre de 2020).

Na avaliação do titular da Sedecti, Jório Veiga, o resultado do PIB para 2020 foi além das expectativas, já que foi um ano marcado pela pandemia causada pela Covid-19, o que impactou negativamente a economia global.

“A expectativa para os números chegou a ser de 9% negativo, já que tivemos uma crise sanitária desestabilizando a nossa economia. Porém, o que tivemos foi um crescimento nominal se comparado ao ano anterior, quando não houve a pandemia e isso é muito bom, porque mostra que o Amazonas resistiu positivamente, até mesmo se compararmos com os dados totais do PIB nacional”, destaca o secretário.

O PIB do Brasil em 2020 foi de R$7,4 trilhões. No último trimestre divulgado (4º trimestre de 2020), o valor foi de R$2.003,5 bilhões, registrando uma queda de -4,1%.

Medidas de recuperação – As medidas de estímulo econômico aplicadas pelo Governo do Estado do Amazonas, em decorrência da pandemia da Covid-19, também contribuíram para a recuperação da economia.

Dentre essas estão a concessão de benefícios emergenciais tais como: postergação do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e/ou de contribuição ao Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES), Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), Fundo de Promoção Social (FPS) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Além da disponibilização de crédito emergencial por parte da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) e renegociação emergencial de dívidas, bem como, a agilização da emissão de Laudos Técnicos de Inspeção (LTI), por parte da Sedecti, para a concessão de incentivos fiscais às indústrias.

Todas essas ações tiveram impactos positivos e auxiliaram no desempenho do comércio e na manutenção dos níveis de consumo em uma situação de restrição de funcionamento das atividades no Estado.

Desempenho dos Setores – Elaborado no âmbito da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan), por meio do Departamento de Estudos, Pesquisas e Informações (Depi), o estudo do PIB do Amazonas identificou que em 2020, dos quatro setores, apenas a Agropecuária apresentou queda no comparativo 2019/2020 com -2,38%, principalmente, na atividade de pecuária com decrescimento de -2,95%. A Indústria cresceu 0,11%, sendo influenciada, principalmente, pela indústria extrativa, com incremento de 7,12% e de 2,57% na indústria de transformação. A Construção Civil foi o setor mais impactado pela pandemia do novo coronavírus e registrou queda de -21,16% no comparativo 2019/2020.

O setor da Indústria, em 2020, alcançou R$29,6 bilhões. Só no quarto trimestre de 2020 o valor foi de R$7,9 bilhões, com crescimento de 3,72%, no comparativo com o quarto trimestre de 2019. Entre as atividades econômicas destacadas neste setor, aparecem a Indústria de Transformação e a Indústria Extrativa que cresceram, respectivamente, a taxa de 6,27% e 10,99%, na comparação do quarto trimestre de 2020 contra o mesmo período de 2019. Enquanto isso, as atividades da Construção e SIUP (Serviços Industriais de Utilidade Pública) apresentaram, respectivamente, quedas de -4,02% e de -18,31% no mesmo período.

O setor de Serviço totalizou o volume de R$14,5 bilhões, com crescimento de 4,16% na comparação entre o quarto trimestre de 2020 e igual período em 2019. O crescimento se deve, principalmente, ao incremento do volume de vendas e na receita nominal do comércio varejista que, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicou que o subsetor alcançou um crescimento de 11,32% (volume de vendas) e de 19,52% (receita nominal), na comparação com o quarto trimestre de 2019. Em 2020, o setor alcançou o valor de R$54 bilhões.

A Agropecuária apresentou um crescimento de 1,15% na comparação do quarto trimestre de 2020, quando passou de R$1,434 bilhão do quarto trimestre de 2019 para R$1,451 bilhão no quarto trimestre de 2020. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), mesmo com a queda das demais lavouras no período, a produção de cana de açúcar, milho e arroz cresceram 3,51%,1,05% e 0,10%, respectivamente. Durante todo o ano de 2020, o setor alcançou o valor de R$5,393 bilhões.

Todos os históricos do PIB do Amazonas e dos municípios podem ser conferidos no site da Sedecti em: www.sedecti.am.gov.br na aba “Indicadores e Mapas”.

FOTO: Arquivo / Secom

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