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Amazonense compra quase 14 quilos de pescado para consumo por ano, diz IBGE

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O Amazonas lidera a aquisição de pescado para consumo (13,998 kg), numa comparação com todos os Estados brasileiros, cuja média é 2,796 kg. Embora esse consumo venha caindo ao longo dos anos, a população ainda é grande consumidora de peixes. Outro destaque do consumo alimentar amazonense são as farinhas, principalmente de mandioca, cuja aquisição para o consumo de 10,066 kg, é mais de quatro vezes superior à média nacional, 2,332 kg por ano.

Os dados são da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF, que visa, principalmente, mensurar as estruturas de consumo, dos gastos, dos rendimentos e parte da variação patrimonial das famílias. Possibilita traçar, portanto, um perfil das condições de vida da população brasileira, incluindo dados sobre o Amazonas, a partir da análise de seus orçamentos domésticos. A pesquisa teve duração de um ano para coleta de dados (julho de 2017 a julho de 2018).

Esta é a segunda divulgação que IBGE realiza dos resultados da POF 2017-2018. Nela é apresentado o tema quantidade adquirida da alimentação domiciliar per capita, na qual os resultados são apresentados segundo os recortes geográficos, as situações urbana e rural e classes de rendimentos. A pesquisa ainda apresenta um estudo que contempla a ava-liação nutricional destas quantidades de alimentos e bebidas adquiridas pelas famílias amazonenses para consumo no domicílio.

Aquisição alimentar domiciliar per capita

Os resultados são referentes às estimativas das quantidades de alimentos adquiridos para consumo no domicílio, no ano e per capita, obtidas a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2017-2018. E, foram pesquisados grupos de produtos e produtos alimentares selecionados, levando-se em conta, principalmente, serem habitualmente adquiridos pela grande maioria das famílias. A Tabela abaixo apresenta os resultados obtidos para os grandes grupos de alimentação, segundo as Unidades da Federação da Região Norte.

As maiores médias de aquisição alimentar domiciliar per capita anual para a Região Norte foram: Bebidas e infusões (35,738 kg), em que estão as bebidas alcoólicas como cerveja e vinho e não alcoólicas como água mineral, refrigerantes, suco de fruta envasado e energéticos; Cereais e leguminosas (26,644 kg), grupo que contém os tradicionais arroz e feijão; carnes (21,511 kg), que inclui tanto as carnes bovinas quanto as suínas; Aves e ovos (19,207 kg) e Farinhas, féculas e massas (17,889 kg). A Região Norte, como já foi observado nas pesquisas anteriores, se destaca na média de aquisição do grupo Pescado (9,855 kg), ficando muito acima das outras regiões e da média Brasil (2,796 kg). Nesse caso, três estados da região se destacam para o consumo de pescado: 1º Amazonas (13,998 kg), 2º Amapá (13,597 kg) e 3º Pará (11,141 kg).

No consumo do pescado, numa comparação com dados anteriores, verifica-se mudanças no padrão de alimentação no Amazonas. A participação dos pescados já foi bem maior: em 2002-2003, os dados mostram que a aquisição alimentar per capita anual nessa categoria era de 50 kg, caindo para 30 kg em 2008-2009, e para 14 kg, em 2017-2018. A posição atual já se encontra ameaçada por outros estados como Amapá e Pará. Entre os peixes consumidos pelos amazonenses, a preferência é por aqueles de água doce, onde o tambaqui lidera com folga (2,9 kg), seguido pelo jaraqui, com 1,6 kg.

Outro importante produto na mesa do amazonense, e que merece destaque nos resultados da pesquisa é a categoria das farinhas, féculas e massas; em que a média de aquisição para consumo per capita alcançou 17,4 kg. Essa quantidade só é superada pelo Amapá (26,5 kg) e Pará (21,6 kg). A farinha de mandioca é o alimento que mais concentra a aquisição, pois cada domicílio amazonense adquire para consumo, em média, 10 kg/ano, contra 17 kg do amapaense e 15,2 kg do paraense.

Na categoria Panificados, o Amazonas, com 22,9 kg, lidera a aquisição para consumo na Região Norte. Nesse grupo, o alimento mais adquirido pelos amazonenses é o pão francês, 17,6 kg/ano domiciliar per capita.

Cada domicílio do Estado adquire para consumo, per capita/ano, cerca de 25,1 kg de aves e ovos. Nesse grupo, o alimento preferido é o frango abatido, média de 20 kg/ano adquiridos; entre os ovos, a média de aquisição chega a 2,8 kg/ano.

Observando a série histórica da pesquisa para a categoria Carnes, Aves e Ovos, nota-se que primeiramente houve crescimento na aquisição para consumo de Carnes, que foi de 20 kg em 2002, para 26,9 kg em 2008, mas depois, conforme os dados de 2017-2018, a aquisição para consumo caiu para 17,7 kg, ou seja, quase 10 kg a menos de carne adquirida por per capita na família, por ano. E na categoria aves e ovos, a aquisição para consumo era de 21, 2 kg, em 2002-2003, subindo para 27,6 kg, em 2008-2009, e sofrendo leve queda para 25,1 kg, em 2017-2018. Os grupos cereais e leguminosas, hortaliças, frutas, farinha-féculas-massas e açucares; tiveram redução no consumo anual das pessoas em domicílio.

No entanto, houve aumento na aquisição alimentar de Aves e Ovos de 21,236 kg em 2002 para 25,158 kg em 2018. Aumentou também a aquisição de alimentos preparados e misturas industriais, de 2,551 kg em 2002 para 3,475 kg em 2018.

 

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