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Após encontrar ossada, PC apresenta assassinos líderes do tráfico no bairro União

Manaus – Apenas o que faltava para elucidar o caso Ronniery Nascimento Rodrigues, que estava desaparecido há dois meses, era encontrar os seus restos mortais. A polícia já tinha chegado nos suspeitos, que se preservaram no direito de não falar sobre o crime. Após a ossada ser encontrada enterrada numa área de mata, na tarde de terça-feira (27), a polícia realizou a prisão deles. Os suspeitos foram apresentados hoje (28) na Delegacia Geral, no Dom Pedro.

Os delegados Guilherme Torres e Catarina Tores, diretor e titular, respectivamente, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), estiveram presentes para falar sobre o caso. Segundo eles, os suspeitos foram presos por cumprimento de mandados de prisão temporária. São eles:Fernando dos Santos da Silva; Gean Gomes das Chagas, e Thiago Nazaré da Silva.

Eles são suspeitos de matar Ronniery, que tinha 30 anos e estava desaparecido desde a tarde do dia 25 de janeiro deste ano. O corpo dele foi encontrado enterrado na localidade conhecida como “Buritizal”, na Comunidade União, bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul da cidade. As buscas pelo corpo da vítima foram realizadas pelos policiais do DRCO, Deops, servidores da Secretaria-Executiva-Adjunta de Operações Integradas (Seaop) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), policiais militares da Companhia de Policiamento com Cães (CIPCães) e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

“Ele estava enterrado em uma área de difícil acesso. Sem ajuda de todos esses órgãos, não seria possível encontrar o corpo da vítima. Essa foi a 5ª busca no local”, detalhou o delegado Guilherme Torres. “Ele foi morto por conta da briga pela liderança do tráfico de drogas no bairro União. A briga acontece entre facções e os presos afirmam que ele participava e essa seria a motivação do crime, mas ainda será investigado”.

Segundo a delegada Catarina, a família da vítima procurou a Deops para registrar o desaparecimento no dia 29 de janeiro, quatro dias após o desaparecimento. A partir da investigação, foi constatado que se tratava de um caso com envolvimento de traficantes do local. “Assim que verificamos isso, nós acionamos a DRCO para o trabalho em conjunto”.

Este é o terceiro corpo encontrado no local e há informação de pelo menos mais um corpo enterrado lá. A área, onde o corpo foram encontrados, é particular e está sendo utilizada intensamente pelos traficantes, inclusive, como ponto de encontro. A polícia deve encaminhar os inquéritos para o Ministério Público e Defensoria Pública para tomar medidas com relação ao terreno para evitar que continue sendo utilizada pela organização criminosa.

Segundo a polícia, um traficante, conhecido como “Gui”, é o chefe da área e determinou a sua morte por meio de uma videoconferência pelo WhatsApp. Outro traficante, conhecido como “Peruano”, era responsável pela coordenação e arregimentar os traficantes com a participação de moradores, que já foram identificados como participantes ativos da facção.

“Todos os suspeitos vão responder por homicídio qualificado, com motivo fútil torpe, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa. A ação só foi possível devido a participação conjunta de todos os órgãos. Nós vamos continuar na área, mapeando os traficantes e dando segurança a população”, relatou Demétrius Queiroz.

 

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