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Arte Comunidade reconta a abolição da escravatura com música, arte e educação em Manaus

Neste dia 24 de maio é comemorado o Dia da Abolição da Escravatura em Manaus – a capital foi a segunda cidade do país a dar início ao processo de libertação dos escravos -, e para marcar a data o Fundo Manaus Solidária, em parceria com a Secretaria Municipal De Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), por meio do parque Cidade da Criança, realizou o Arte Comunidade – edição especial “Negritude”.

A atividade, realizada na escola municipal Nossa Senhora da Paz, no bairro da Paz, zona Oeste, contou com a participação de 300 alunos, entre 6 e 10 anos, do 1° ao 5 ano do ensino fundamental. Além da “turma” do parque Cidade da Criança, que apresentou a contação de história da “Galinha da Angola”, as crianças e adolescentes do grupo musical “Curumim na Lata” também animaram e conscientizaram os participantes sobre respeito, igualdade e empatia.

De acordo com a vice-presidente do Fundo Manaus Solidária, Mônica Santaella, o Arte Comunidade é um projeto idealizado pela presidente do Manaus Solidária, Elisabeth Valeiko Ribeiro, que tem o intuito de levar programação cultural, artística e lúdica a bairros periféricos e a crianças e adolescentes em condição de vulnerabilidade social.

“O desejo da presidente do Fundo Manaus Solidária, a primeira-dama Elisabeth Valeiko, com o Arte Comunidade é levar oportunidades de cultura e arte para os mais diversos lugares da nossa capital. E hoje, quando Manaus relembra a abolição da escravatura, quatro anos antes da abolição no Brasil, em 1884, nós do Fundo e da Semjel trouxemos contação de histórias e outras atividades para falar sobre igualdade racial, respeito e tolerância. Desde o ano passado realizamos atividades no dia 24 de maio para lembrar esta data simbólica”, destacou.

Para o aluno do 3º ano, Jorge Emanuel Silva dos Santos, 8, a utilização da música para falar sobre temas como a escravidão faz com que as crianças aprendam com mais facilidade.

“Eu achei bem legal essa apresentação. Gostei muito do Curumim na Lata, eles fizeram uma apresentação muito bela. Também gostei muito da Galinha da Angola. Agradeço a todos por este momento”, declarou Jorge Emanuel.

Para outros alunos, o Arte Comunidade representou uma atividade pedagógica diferenciada. Conforme Miguel Reis, 9, aluno do 3° ano, ele aprendeu o que o dia 24 de maio representa. “Eu aprendi que hoje é um dia muito especial para Manaus, porque no dia de hoje, anos atrás, escravos foram libertados e isso é muito importante”, comentou.

Conforme a gestora da escola, Mônica Moreira Libório, o Arte Comunidade é um evento diferenciado e importante porque possibilita acesso a um conhecimento novo e que é repassado de forma leve, descontraída e lúdica. “Fiquei muito feliz em saber que íamos receber este evento. Os alunos, normalmente, não têm um evento desse porte, em que aprendem da forma mais lúdica possível, por meio da arte”, declarou.

Ao final das apresentações culturais, os alunos ainda tiveram a oportunidade de realizar atividades pedagógicas supervisionadas pela coordenadora de diversidade da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Lídia Helena Oliveira. Foram confeccionadas as abayomis – bonecas feitas de retalhos e que relembram a forma como as crianças brincavam nos navios negreiros –, além da confecção de cartazes que farão parte da programação alusiva ao mês da igualdade racial, em novembro.

Texto – Michele Gouvêa / Fundo Manaus Solidária e Emerson Santos / Semed

Foto – Karla Vieira / Fundo Manaus Solidária

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