Astronauta Marcos Pontes será o novo ministro da Ciência e Tecnologia

(Kennedy Space Center/Divulgação)

Foto: Twitter Marcos Pontes

Nesta quarta-feira (31), Jair Bolsonaro (PSL) confirmou pelo Twitter que o astronauta Marcos Pontes será o novo ministro do Ministério da Ciência e Tecnologia. Este é o quarto nome indicado pelo presidente eleito.

Após receber o convite de Bolsonaro, o astronauta foi para um Torneio de Robótica, e lá, fez o anúncio que será o novo ministro da Ciência e Tecnologia.

“Como astronauta, a gente literalmente coloca a vida pelo país e isto vai continuar. Então, continuo servir o país desta mesma forma, com esta mesma determinação e este setor de Ciência e Tecnologia, sem dúvida nenhuma, é extremamente importante em todas as áreas. Tudo tem tecnologia envolvido e eu pretendo ajudar sim o país, trazendo a tecnologia próxima das pessoas, do dia-a-dia, em todos os lugares deste país.”

Marcos Cesar Pontes tem 55 anos, nasceu em Bauru, em São Paulo, e sempre gostou de ciência e tecnologia. Aos 14 anos, quando ele terminou o ensino fundamental, ele decidiu fazer dois cursos técnicos: um de eletricista no SENAI e um de técnico em eletrônica, no Liceu Noroeste. Este curso de técnico em eletrônica era chamado de “segundo grau profissionalizante”, e a escola era privada.

Além dos dois cursos, Marcos Pontes arrumou um trabalho como aprendiz de eletricista, o que fez com que ele ficasse sem tempo para estudar para o vestibular da Academia da Força Aérea (AFA). Mas, de acordo com o astronauta, quando você quer fazer, realmente, alguma coisa, você não pode procurar por desculpas, e sim por soluções.

O engenheiro aeroespacial estudou muito, fez quatro anos de curso como cadete aviador em Pirassununga, foi graduado como Aspirante Aviador e transferido para o Esquadrão Joker, na Base Aérea de Natal. Lá, ele se formou como Piloto de Caça, depois foi para o Esquadrão Centauro, em Santa Maria, Rio Grande do Sul e em seguida, se tornou Instrutor e Líder de Esquadrilha da Aviação de Caça.

Foi quando ele pediu ao comandante do esquadrão para deixar a aviação de caça e fazer o vestibular para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o ITA. O comandante estranhou, questionou, mas autorizou. Ele passou no curso de Engenharia Aeronáutica, participou da seleção para piloto de testes da FAB, foi selecionado e atingiu o objetivo dele: se tornou o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço.

Quatro anos atrás, em 2014, Marcos Pontes decidiu entrar para a política e disputou o pleito para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Partido Socialista Brasileiro. Ele se tornou suplente, mas nunca assumiu o papel de deputado federal.

Agora, em 2019, cinco anos depois, Marcos Pontes será o novo ministro da Ciência e Tecnologia. Por meio do Twitter, a astronauta agradeceu Jair Messias Bolsonaro por toda a confiança que está sendo depositada nele e disse que está muito emocionado.

Reportagem, Cintia Moreira