Roberta Borsari visitará o Parque Nacional, que será fechado em breve devido aos riscos à biodiversidade

Patrimônio Mundial da Unesco desde 1991, o Parque Nacional de Komodo será fechado em janeiro de 2020 para combater o contrabando dos animais e proteger seu ecossistema. O local, que fica na Indonésia e abriga os famosos lagartos que ganharam o nome de dragões, sofre com práticas nocivas à biodiversidade.

Para dar visibilidade ao destino e à importância da preservação do meio ambiente e da vida marinha, a atleta brasileira Roberta Borsari embarca para lá em junho. “Trata-se de um dos arquipélagos mais exóticos e preservados da Indonésia, mas o país é um dos grandes produtores mundiais de lixos que poluem o mar, juntamente com a China e as Filipinas”, explica.

A viagem faz parte de seu projeto SUPTravessias, com o qual narra histórias e curiosidades de destinos que possuem valiosos aspectos culturais, históricos e naturais, a fim de transmitir uma mensagem positiva sobre a relevância dos atos sustentáveis para a preservação dos locais. Após passar por Sri Lanka, Galápagos e Maldivas, desta vez, Roberta desbravará Komodo e Bali de Stand Up Paddle para evidenciar o aumento de lixo despejado nos oceanos. “É importante que as pessoas se conscientizem que todos somos responsáveis pelo planeta e que pequenas ações individuais podem ter alto impacto coletivo”, completa.

Ela chegará ao Parque Nacional de Komodo em 8 de junho, bem quando é celebrado o Dia dos Oceanos. O destino engloba três ilhas maiores (Komodo, Rinca e Padar) e diversas outras pequenas. Ali, o mar é o habitat de tubarões, baleias, golfinhos, tartarugas-marinhas, cerca de 1.000 espécies de peixes, 260 tipos de corais e 70 variedades de esponjas. Especificamente na Ilha de Komodo ficam os dragões, que podem chegar a três metros de comprimento e pesam em média 70 quilos. Lá também é possível visitar uma das sete praias de areia rosa do mundo, a Pantai Merah, e fazer mergulhos para ver as barreiras de corais.

A atleta ainda viajará pela ilha de Bali para mostrar a sua rica cultura, que sobrevive mesmo com os impactos negativos gerados pelo turismo desenfreado. O local é conhecido pelos seus templos místicos, destaque para o Uluwatu na beira de um penhasco, pelos seus tradicionais mercados e também pelos espetáculos de dança balinesa que acontecem principalmente na cidade de Ubud.

A escolha deste novo projeto também vem de acordo com a sua integração ao movimento “Liga das Mulheres pelos Oceanos”, fundado em março deste ano, que reúne mulheres de diferentes campos de atuação, como gestoras ambientais, jornalistas, biólogas, cineastas e fotógrafas, todas com uma profunda conexão com os oceanos e com sua preservação.

As expedições de Roberta Borsari podem ser vistas no site www.suptravessias.com.br e para mais informações sobre a atleta acesse www.robertaborsari.com.br.

Sobre a atleta

A paulistana Roberta Borsari manteve-se no top 10 do circuito mundial de kayaksurf por mais de 10 anos, foi a primeira mulher a surfar de caiaque a pororoca do rio Araguari, na Amazônia, e realizou diversas travessias inéditas de Stand Up Paddle pelo mundo. Também foi a primeira atleta a receber autorização do Ministério do Meio Ambiente para realizar a travessia em Stand Up Paddle em mar aberto até o arquipélago de Alcatrazes, no litoral paulista, e já fez a circum-navegação de Fernando de Noronha.

Entre as melhores experiências que teve com o projeto SUPTravessias, ela destaca o contato com as espécies endêmicas de Galápagos, no Equador, a arqueologia da Ilha de Páscoa, no Chile, as belezas naturais das Maldivas, os costumes polinésios de Moorea, no Taiti, e as vilas de pescadores do Sri Lanka.

Foto: grupoopiniao.com.br