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Ato em defesa da democracia e Lançamento do filme “Osvaldão”

Entidades do movimento popular do Amazonas realizam hoje, às 19h, o lançamento do documentário “Osvaldão”, no cinema PlayArt do Shopping Manauara. A data escolhida descomemora os 51 anos do golpe militar no Brasil. “É um ato em defesa da democracia, que tem por objetivo resgatar a memória daqueles que lutaram pela redemocratização do Brasil”, diz um dos organizadores do evento, Yann Evanonick, vice-presidente da UNE.
Intitulado Ditadura nuca mais, o ato quer resgatar essa parte da história e “deixar claro que a defesa da democracia é estratégica para a construção de uma nação forte”.

“O principal foco desta iniciativa é fazer com que a população conheça este passado e não permita que mais aconteça”, afirma Evanonick.

“Osvaldão” narra a história do mitológico comandante da Guerrilha do Araguaia. A narrativa é centrada na trajetória do campeão de boxe, que se misturou com a floresta e se transformou em comandante da Guerrilha do Araguaia.

O longa-metragem foi produzido por Renata Petta e dirigido por Vandré Fernandes, Ana Petta, Fabio Bardella e André Michiles. “Osvaldão” foi gravado em Passa Quatro, Araguaia e Rio de Janeiro, além de conter imagens exclusivas de um documentário do Praga Filme Pujikovna, que retrata o cotidiano de alunos de várias partes do mundo em Praga, em 1961. Osvaldão foi protagonista do documentário.

O evento é uma realização da Fundação Mauricio Gabrois, UNE, Sinteam, Portal do Movimento Popular, FUP e Unegro. Apoiam o evento a UBES, a ANPG, a UBM, A UMES, UEE e Sindicato dos Rodoviários, Sindicato dos Vigilantes e Urbanitários.

Quem foi?

Osvaldo Orlando da Costa foi guerrilheiro e primeiro combatente a chegar no sul do Pará, na região do Araguaia, em 1967, com a missão de implantar uma guerrilha junto com outros companheiros.

O maior conhecedor da área entre os demais guerrilheiros morreu em 1974, com 35 anos, desarmado e faminto. Teve seu corpo pendurado em um helicóptero para provar ao povo que estava morto. Até hoje os restos mortais de Osvaldão não foram encontrados. O filme traz ainda uma contribuição ao restabelecimento da memória do país e a luta pelos direitos humanos.

Sobre a Guerrilha

A Guerrilha do Araguaia ocorreu no início da década de 70, na região no sul do Pará. Foi uma batalha desigual entre combatentes revolucionários e as forças de repressão do regime reacionário imposto ao país com o golpe de 1964.

Entre 1972 e 1975, a Guerrilha do Araguaia foi alvo da maior ação do exército desde a Guerra de Canudos. Durante as ações militares, os agentes de repressão da ditadura teriam cometido graves violações aos direitos humanos. Estima-se que pelo menos 70 dos desaparecidos políticos no Brasil tenham sido mortos por militares durante as ações de repressão.

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