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Ato Público por Justiça e Vida às Mulheres é realizado em Manaus

Gov Agricultura

O Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM) realiza o Ato Público por Justiça e Vida às Mulheres nesta segunda-feira, 25 de novembro: Dia Mundial pela Não Violência Contra as Mulheres. A manifestação acontecerá a partir das 9 horas, na Avenida André Araújo, na frente da sede do INSS, no bairro Aleixo, na zona centro sul de Manaus.

Com cartazes, panfletos informativos e faixas nas mãos, as mulheres do FPMM irão pedir celeridade no julgamento dos casos de violência doméstica e de feminicídio no estado do Amazonas.

A informação mais recente sobre a violência contra mulheres no estado é do 2º Juizado Maria da Penha. Segundo a Justiça, foram registrados de janeiro a julho deste ano 15 crimes de feminicídio no Amazonas.

O Brasil é o 5° país onde mais se mata mulheres em todo o mundo. Segundo o Atlas da Violência de 2019, 4.963 brasileiras foram mortas em 2017: maior registro em dez anos. Já entre os estados, o Amazonas é o 3° que mata mais mulheres.

Segundo o Observatório Internacional dos Direitos Humanos, há uma “epidemia” de violência doméstica no país. De acordo com o estudo, em 72,1% dos casos de feminicídio, as mulheres já tinham sido agredidas pelos companheiros antes de serem mortas e não tinham prestado queixa na delegacia.

Então no Dia Mundial pela Não Violência Contra as Mulheres é preciso alertar a sociedade brasileira e amazonense que é inadmissível que a cada 11 minutos uma mulher seja estuprada no Brasil.

Casos de feminicídio em Manaus.

1.Deusiane da Silva Pinheiro, 31 anos: foi assassinada, no dia 1º. de abril de 2015, dentro das instalações do Batalhão Ambiental da Polícia Militar de Manaus, situado no bairro Tarumã, na zona-oeste de Manaus. Soldada, ela foi morta com um tiro na cabeça. O ex-namorado, cabo Elson Santos Brito responde a ação penal por crime de homicídio.

2.Maria Lídia França de Lima, 34 anos: foi morta após o ex-companheiro Joaby Evangelista de Araújo atear fogo sob seu corpo, no dia 27 de maio de 2017, no município de Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus). O acusado foi condenado a mais de 33 anos de reclusão por crime de feminicídio.

3. Jerusa Helena Torres Nakamine, 51 anos: foi assassinada com 18 facadas, no dia 12 de abril de 2018, em sua residência, em Manaus. O marido dela, Ivan Rodrigues das Chagas, 56, confessou o crime. Segundo a investigação da Polícia Civil, ele tentou forjar o crime como suicídio para fugir da prisão em flagrante. O assassino está preso, mas o caso não foi a julgamento.

4. Ione costa dos Santos, 20 anos: foi assassinada com um tiro na cabeça disparado pelo próprio marido, Eliseu Santana Pereira, no dia 6 de fevereiro de 2019, no bairro Mauazinho, na zona leste de Manaus. O acusado de feminicídio está preso.

5. Thaynara Barbosa da Silva, 22 anos: foi assassinada com mais de 20 facadas no dia 1º. de abril de 2019, em sua residência no bairro Planalto, na zona centro-oeste de Manaus. O marido dela, o Bruno Henrique da Silva Manfredi, foi acusado de crime de feminicídio.

6. Aline Pâmela Teixeira Machado, 26 anos: foi assassinada a pauladas no dia 20 de agosto de 2019 em sua casa, na comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Cidade Nova, na zona-norte de Manaus. O acusado de crime de feminicídio é o marido Douglas Ricardo Silva Costa, que confessou o assassinato e está preso também por tentativa de feminicídio, pois tentou matar a mãe de Aline, Vane Corrêa Machado Castro, de 53 anos de idade.

A Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1999, reconhece o dia 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

A data surgiu em decorrência do Dia Latino-americano de Não Violência Contra a Mulher, que foi criada durante o Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho de 1981, realizado em Bogotá, Colômbia.

O 25 de novembro foi escolhido em homenagem às irmãs Patria, María Teresa e Minerva Maribal, que foram violentamente torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

As irmãs dominicanas eram conhecidas por “Las Mariposas” e lutavam por melhores condições de vida na República Dominicana.

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