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Wagner Moura ganhou os holofotes do Festival de Berlim com o filme “Marighella” em fevereiro deste ano. Apesar de ovacionado no evento, o longa tem divido opiniões, pois está sendo considerado parcial por críticos ao ter viés de esquerda. Em entrevista ao “UOL”, o ator e diretor revelou temores da estreia e falou sobre a política brasileira: “A mamadeira de piroca ganhou as eleições no Brasil!”.

Para o lançamento, que ainda não tem data, o artista garante estar “preparado para tudo”. “Vai ser extremamente difícil lançar. Eu espero gente jogando merda na tela, vaiando o filme, agressões físicas. Estou preparado para tudo. Essas coisas provavelmente vão acontecer”, disse.

Ao ser questionado sobre a relação entre o filme e o governo do presidente Jair Bolsonaro, Moura disse que “Marighella” será “um dos primeiros produtos culturais do Brasil que vai ser abertamente contra esse grupo que tomou o poder”, mas garante que o seu filme “não é uma resposta a Bolsonaro”.

Vocês acham que Bolsonaro já leu um livro? Honestamente: que já foi a um teatro? Não! Isso não tem importância para essas pessoas, e elas não querem que essas narrativas sejam ditas. O [meu] filme vai ser um dos primeiros produtos culturais do Brasil que vai ser abertamente contra esse grupo que tomou o poder – aliás, democraticamente. Mas meu filme não é uma resposta a Bolsonaro: honestamente é bem maior que Bolsonaro.”

No Brasil, quem ganhou as eleições? Não foram só os erros da esquerda. Coisas como a mamadeira de piroca. A mamadeira de piroca ganhou as eleições no Brasil! E não estamos falando só do Brasil: fiquei sabendo que Donald Trump mente 11 vezes por dia. Vivemos em um momento em que a verdade não importa. Não importa! Seja lá o que fizerem [a extrema-direita] – dizer que estou cheirado, ou que a esquerda distribuía a mamadeira de piroca – funciona.” Com informações do Minuto ao Minuto.

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