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Aumento na oferta de alimentos ajudou a reduzir a inflação em setembro, avalia economista

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A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, fechou setembro com o melhor resultado para o mês em 18 anos: 0,08 por cento. Em agosto, a inflação havia ficado em 0,44 por cento.

Entre as causas para o aumento da inflação de um país está o excesso de demanda. Quando muitas pessoas querem comprar um produto, mas não há oferta suficiente, ele acaba ficando mais caro. Em setembro, o grupo dos alimentos ajudou a puxar inflação para baixo. De acordo com o economista Nélio Bordalo, presidente do Conselho Regional de Economia do Pará e Amapá, a queda aconteceu justamente porque houve um aumento da oferta no mercado. “A questão da redução do IPCA no item dos alimentos foi, basicamente, influenciada por uma oferta em relação a produtos de origem animal e vegetal. Houve acréscimo e, realmente, isso beneficiou o índice nesse sentido”.

O governo tem inúmeras maneiras para controlar a inflação. Uma delas é aumentar a taxa básica de juros da economia, a Selic, que hoje está em 14,25 por cento ao ano. Embora a inflação tenha perdido forças em setembro, o economista Nélio Bordalo não acredita que o Banco Central irá diminuir a Selic em curto prazo. “Eu não vejo em um determinado prazo, de curto prazo, a gente ter uma melhoria na taxa de juros. Isso ainda vai demandar um pouco mais de tempo, até a economia se estabilizar mais favoravelmente”.

No ano, o IPCA registra alta de 5,51 por cento. No acumulado de 12 meses houve um avanço de 8,48 por cento no índice, taxa inferior à marcada nos 12 meses imediatamente anteriores.

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