Auriculoterapia ganha força como terapia alternativa

A técnica usa agulhas, sementes e cristais para tratar cerca de duzentas enfermidades

A chamada medicina alternativa tem se consagrado no Ocidente. Técnicas como a auriculoterapia são cada vez mais aceitas como terapias complementares, inclusive, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, essas técnicas estão, inclusive, sendo aplicadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, quando foi aprovada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

Com esse método é possível auxiliar no tratamento de uma série de problemas emocionais e psíquicos como insônia, depressão e ansiedade, e físicos como dores em geral, problemas nos sistemas digestório, respiratório, muscular e cardiovascular. A técnica também é usada em programas de emagrecimento e de abandono do tabagismo, entre outros.

A auriculoterapia utiliza agulhas semipermanentes, sangrias, esferas magnéticas, cristais e sementes, sendo a mais comum a de mostarda, – quando baseada na escola chinesa – ou laser e eletricidade – quando inspirado na técnica francesa – para estimular pontos específicos da aurícula que refletem em diversos locais do corpo. As técnicas chinesa e francesa diferem em relação a alguns pontos no mapa auricular já que para a francesa eles não são fixos, mas trabalham com a mesma ideia de que os pontos refletem o funcionamento de órgãos e sistemas do organismo como um todo.

A resposta é imediata como explica a terapeuta Adriane Lafemina, especialista da técnica chinesa: “Os resultados obtidos são rápidos e eficientes, pois quando tratamos os pontos auriculares, estamos estimulando o próprio organismo a se curar, fazendo com que ele produza substâncias que venham restabelecer o equilíbrio do organismo”.

É importante lembrar que essa é uma terapia complementar e, portanto, não substitui os tratamentos convencionais. Mesmo assim, “é importante que o paciente se informe sobre a formação de seu terapeuta”, recomenda Adriane, pois um tratamento mal feito pode gerar efeitos desagradáveis.

Justamente por isso, é feito um questionário durante a primeira sessão para identificar os problemas a serem trabalhados e de que forma isso será feito em cada paciente. No geral, a técnica é contra-indicada para gestantes após o terceiro mês de gestação, pessoas com hipersensibilidade, pessoas com transtornos psiquiátricos não diagnosticados, entre outros. Nessa entrevista também é possível estipular a duração do tratamento baseada no objetivo e histórico de cada paciente.

Além da formação, os preços costumam ser um fator a ser considerado para quem pretende fazer a terapia. Os valores variam, dependendo da localização e da formação do profissional, mas é comum o oferecimento de pacotes, principalmente, quando se trata de acompanhamentos mais longos como no combate ao tabagismo e emagrecimento.

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