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Avaliações de ingresso ao ensino superior precisam ser repensadas, diz especialista

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Estudantes em todo o Brasil estão se preparando para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio, que acontece nos dias 5 e 6 de novembro. Em algumas instituições de ensino superior, a nota da prova faz parte do critério de ingresso. Na avaliação do presidente da Câmara de Educação Básica da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, Samuel Lara, as avaliações de entrada às universidades precisam ser repensadas. No caso específico do Enem, Lara afirma que o conteúdo tem sofrido interferência ideológica.

“Sabemos que muitas das questões que ali são colocadas vêm trazendo um viés ideológico e isso deve ser, realmente, extirpado. Seja ele de que matiz for, que nós não tenhamos o conhecimento focado em questões ideológicas. Que sejam passadas todas as linhas de pensamentos filosóficos e políticos, mas sem um foco determinante que caracterize uma indução e um processo cheio de fisiologismos”.
Na semana passada, o presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional a Medida Provisório número 746, que trata da reformulação do ensino médio no Brasil. A MP não acarreta nenhuma mudança para os processos de avaliação e ingresso no ensino superior em 2016. Entre outras coisas, ela determina que o currículo do ensino médio seja o mesmo em todo o país, definido pela Base Nacional Comum Curricular, a BNCC. Como o Enem e outros métodos de ingresso às universidades dependem da versão final da BNCC, é possível que haja mudanças para o próximo ano.

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