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Base Arpão causa prejuízo de R$ 71,9 milhões ao crime organizado em seis meses de atuação

Tolerância zero ao crime no rio Solimões. Essa é a tônica da Base Arpão. Em operação há pouco mais de seis meses no Amazonas, a unidade fluvial da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) apreendeu mais de 4 toneladas de entorpecentes e causou um prejuízo estimado em R$ 71,9 milhões ao crime. Além do combate ao tráfico de drogas e às quadrilhas de piratas, o cerco também se fechou contra os crimes ambientais.

A Base Arpão começou a funcionar em agosto de 2020 em Coari (a 363 quilômetros de Manaus), em uma região conhecida como Rota do Solimões, usada por traficantes para transportar entorpecentes que entram pelas fronteiras amazonenses para o restante do país. Ao lançar a nova estrutura, em parceria com o Governo Federal, o governador Wilson Lima afirmou que a repressão ao crime nos rios amazonenses ganharia em robustez, dando ao efetivo da segurança pública melhores condições de combate.

Naquela ocasião, o governo estadual também colocou nas águas do Solimões a primeira frota de lanchas blindadas e altamente velozes destinadas às interceptações de traficantes, um investimento da ordem de R$ 7,6 milhões, com recursos do Prodecap.

Em seis meses, foram mais de 140 prisões predominantemente ligadas ao tráfico de drogas, a roubos e aos crimes ambientais. Pelo menos duas quadrilhas dos chamados “piratas dos rios” foram desarticuladas.

“A Base Arpão está aportada em uma região estratégica para nós, onde, anos atrás, uma turista estrangeira foi atacada e morta por piratas. O trabalho policial naquela área veio acabar com isso, levando mais segurança para todas as comunidades e fechando o cerco na chamada rota do Solimões, usada pelos narcotraficantes para transporte de carregamentos de drogas”, explicou o secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates.

Cerca de 4 toneladas de entorpecentes foram apreendidas, e 59 armas de fogo retiradas das mãos de criminosos nas mais de 1,3 mil abordagens policiais realizadas às embarcações e nas incursões em comunidades ribeirinhas e na cidade de Coari.

“A Base Arpão já mostrou ao que veio, o seu objetivo está sendo alcançado plenamente. Além do recorde de drogas, estão sendo apreendidos também carros, barcos, muita arma e muitos crimes ambientais sendo combatidos”, destacou Bonates, que também enaltece o trabalho dos policiais.

De 30 em 30 dias, uma nova turma de agentes da lei é engajada na missão. São policiais militares, policiais civis, bombeiros, policiais da Força Nacional, policiais federais e fiscais do Ibama. “O equipamento e a estrutura são importantes para a segurança pública. Mas não se alcançam resultados tão positivos sem ‘sangue nos olhos’, sagacidade e a qualidade profissional de cada um”, salienta.

Quase 40 toneladas de pescado ilegal e carne de caça proibida já foram pegos, além de cargas de minérios extraídos de forma irregular e o transporte de animais vivos, protegidos por lei por estarem ameaçados de extinção. Até agora, já foram aplicados R$ 145 mil em multas por crimes ambientais identificados.

A Base Arpão funciona em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e é um dos braços do programa Vigia no Amazonas.

Produtividade

Período: Agosto de 2020 até 13 de março de 2021

Embarcações revistadas: 1.302

Dinheiro apreendido: R$ 225.872,00

Drogas apreendidas: 4 toneladas de entorpecentes

Pescado ilegal e carne de caça: 39.8 toneladas

Animais apreendidos: 132

Munições apreendidas: 473

Armas apreendidas: 59

Multas crimes ambientais: R$ 145 mil

Pessoas presas em flagrante: 141

Embarcações apreendidas: 8

Veículos apreendidos: 7

Celulares apreendidos: 35

Prejuízo estimado ao crime: R$ 71.993.680

Fonte: SSP-AM

FOTO: Carlos Soares/SSP-AM e Divulgação/SSP-AM

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