© Adriano Machado / Reuters

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, declarou que o pagamento de R$ 24 mil feito pelo ex-assessor de seu filho à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, era referente a uma dívida pessoal do político.

Bolsonaro afirmou que ele e Queiroz eram amigos e que emprestou o dinheiro porque o ex-assessor do filho estava com problemas financeiros. O presidente eleito disse que o empréstimo foi de R$ 40 mil e não R$ 24 mil, conforme consta do relatório do Coaf. Segundo ele, Queiroz fez dez cheques de R$ 4 mil para quitar a dívida.

Fabrício Queiroz é ex-assessor do deputado estadual e senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, filho mais velho do próximo presidente. Ele teve seu nome ligado a movimentações bancárias consideradas suspeitas, de mais de R$ 1,2 milhão, entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017.

As transações foram apontadas como “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, e foram anexadas a uma investigação do Ministério Público Federal, na Lava Jato.

Segundo o documento, Fabrício Queiroz era motorista de Flávio Bolsonaro e ganhava R$ 23 mil mensais. Ele foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro em 15 de outubro deste ano.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes

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