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No voto feminino, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad estão tecnicamente empatados, com 21% e 22%, respectivamente. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 20, eles pontuavam, nessa fatia do eleitorado, 21% e 16%.

A rejeição ao candidato do PSL entre elas, que são 52,5% do eleitorado, também teve ligeira alta. Antes 49%, agora são 52% das mulheres que dizem não votar de jeito nenhum no capitão reformado.

A nove dias da eleição, elas seguem mais indecisas que eles. Na pesquisa espontânea, quando não são mencionados os candidatos na disputa, 34% das mulheres dizem não saber em quem votar -há duas semanas, eram 40%. Entre os homens, o índice é de 19%.

Quando apresentados os candidatos, 7% dizem não saber em quem votar (3% dos homens dizem o mesmo).

Segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, sempre há um número considerável de eleitores que decide o voto dias antes. Em 2014, por exemplo, 23% escolheram na semana anterior ao pleito; 10% das mulheres e 8% dos homens, no dia da eleição.

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Descansando com duas colegas nas escadas do coreto da praça Antonio Prado, no centro de São Paulo, na última quarta-feira, a auxiliar de limpeza Maria dos Santos, 40, diz que, insatisfeita com muitas coisas, também ainda não resolveu em quem votar.

“Eu vejo as coisas meio devagar, por isso eu estou indecisa”, diz ela. “Até lá eu vou ver se escolho alguém.”

A artesã Edileusa Aparecida Vicente diz estar refletindo sobre a escolha. “Estou pesquisando com muito carinho, mas para presidente está mais difícil. Nunca deixei de votar, mas é bem capaz que eu vote em branco”, diz ela, que vende itens em couro na região do largo São Bento, no centro de São Paulo, e mora em Osasco, na região metropolitana.

Seja por cautela ou por falta de informação, as mulheres estão levando mais tempo para decidir e estão menos certas do que os homens. Com informações do Minuto ao Minuto.

“Sempre houve uma decisão posterior de mulheres mais que de homens”, diz Paulino. Segundo o Datafolha, 41% das mulheres dizem que seu voto pode mudar, contra 27% do dos homens.

A estagiária em controladoria e estudante de contabilidade Luana Lopes Silva, moradora do Jardim São Rafael, na zona sul paulistana, se programou para fazer a escolha no dia anterior às eleições. Aos 21 anos, ela vota para presidente pela primeira vez.

Ela ainda acha que falta informação. “Eu não consegui parar para pesquisar a fundo cada candidato, eu leio coisas na internet, mas faltam informações assertivas sobre eles.”

Daniele Pereira Santiago, de 23 anos, liga a indecisão à rejeição ao líder nas pesquisas.

“Tem um cara que se candidata a presidente que basicamente odeia mulheres. Caímos na real: o que a gente vai fazer agora?”, pergunta a moradora de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, formada em enfermagem e desempregada desde então.

Mais mulheres do que homens também desconhecem o número de seu candidato, 39%, contra 29% dos homens.

Para Paulino, esse dado reforça a ideia de que existe, entre as mulheres, uma menor adesão ao candidato. “Não há uma intimidade maior com os candidatos como existe entre os homens”, explica.

Na pesquisa estimulada, o índice dos que pretendem anular o voto é de 10% (12% entre mulheres e 7% entre homens). Entre as eleitoras, 6% não sabem como anular o voto, contra 3% dos homens .

No Parque Jabaquara, na zona sul paulistana, Dioneia Ribeiro Reis está certa de que vai anular. “Para mim são todos péssimos, falam uma coisa e fazem outra. Eu não sei se eu estou indignada com a política do Brasil, mas dá raiva”, diz a cabeleireira e assistente social de 70 anos.

A legislação diz que os maiores de 70, assim como os que têm entre 16 e 18 anos, não são obrigados a votar. “Eu faço questão de ir na urna, vamos lá, mostrar minha insatisfação”, explica. Com informações da Folhapress.

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