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Bosque da Ciência recebe público gratuitamente para visitar a Feira de Ciência da Amazônia

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De acordo com a coordenadora da SNCT do Inpa, Denise Gutierrez, este ano, o Instituto e a Seplancti resolveram juntar forças para potencializar suas ações
Da Redação da Ascom Inpa
Foto: Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

O Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) estará de portas abertas, até nesta quinta-feira (20), das 9h às 17h, para receber o público que visitará os estandes com exposição de cerca de 60 projetos de 30 escolas públicas e privadas da capital e interior. Trata-se da Feira de Ciência da Amazônia, que foi aberta na manhã desta terça-feira (18), no bosque. Na ocasião, também foi aberta oficialmente a 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) do Instituto.

A Feira de Ciência da Amazônia é uma ação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti) e faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Amazonas. Junto com a Feira, acontece o 2º Campeonato de Robótica, até nesta quarta-feira (19), no Paiol da Cultura, localizado na trilha no Bosque da Ciência.

De acordo com a coordenadora da SNCT do Inpa, Denise Gutierrez, este ano, o Instituto e a Seplancti resolveram juntar forças para potencializar suas ações. “Isso permitiu abrigar a Feira de Ciência com os resultados de projetos realizados por alunos da rede pública e de escolas particulares”, explica. “É um incentivo para o desenvolvimento científico dos estudantes com a realização de pequenas pesquisas, tutoradas por professores da rede pública e privada”, acrescenta.

O Inpa desenvolve, desde setembro, mais de 100 atividades da SNCT, em Manaus e no interior. O tema da SNCT deste ano é “Ciência alimentado o Brasil”. A programação do Instituto deverá se estender até 25 de novembro. Nas próximas semanas, serão realizadas diversas oficinas nas áreas de agroecologia, de tecnologia de pescado e de nutrição, além de uma grande exposição em dois shoppings da cidade. “Estamos tentando explorar, o máximo possível, o tema alimentos da SNCT, tanto na parte produtiva, como na parte nutricional e de transformação” explica a coordenadora.

Durante a abertura da Feira de Ciência da Amazônia, o secretário da Seplancti, Thomaz Nogueira, afirmou que a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia tem o escopo fundamental da disseminação do conhecimento para a sociedade. “É importante que um dos centros mais propulsores do processo do desenvolvimento científico, que é o Inpa, possa hospedar esta inciativa. Isso é extremamente positivo”.

O diretor do Inpa, Luiz Renato de França, ao referir-se sobre o tema da 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, “Ciência alimentando o Brasil”, afirmou que o alimento é importante, “mas a ciência também é importante para gerar alimento de qualidade”.

Já o secretário executivo da Seplancti, o pesquisador do Inpa, Estevão Monteiro de Paula, lembrou que a Semana, no Estado, começou desde março e as atividades serão desenvolvidas até dezembro. “Este ano utilizamos uma estratégia de desconcentração, levando atividades da Semana para diversos lugares, como este, que acontece no Inpa”, disse.

Também participaram da solenidade de abertura, o coordenador de Extensão do Inpa, Carlos Bueno, a presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Ana Aleixo, e a Prodam, sendo representada pelo assessor Aristóbulo Angelim.

Projetos

Dentre os 60 projetos que estão em exposição na Feira de Ciências da Amazônia, alunos da Fundação Mathias Machline (antiga Fundação Nokia) desenvolveram um drone (aeronave que não precisa de piloto embarcado para ser guiada) capaz de carregar bombas de sementes e adubos verdes. “A ideia é “chover” casulos com sementes em áreas degradadas para que a floresta secundária possa se desenvolver nestes locais”, disse um dos inventores, o estudante João Melga.

Outro projeto apresentado na Feira de Ciências na Amazônia é o “Book Look”, um aplicativo de interação e atenção direcionado para crianças com câncer. Pelo sistema, que ainda está em fase de desenvolvimento e deverá estar pronto até o fim deste ano, qualquer pessoa poderá gravar um áudio com uma história infantil. “O áudio será avaliado por psicólogos pré-cadastrados. Após a aprovação, será enviado para os pais que selecionarão as histórias que crianças poderão acessar”, explica a aluna Gabriela Vasconcelos, também da Fundação Mathias Machline.

Competição de robótica

A assessora da diretoria da Seplancti, Camila Pinto, explica que, na tarde desta terça-feira, as escolas de ensino fundamental e médio (Fucapi, Fundação Mathias Machline, Ifam) participam de uma competição de robótica. Já no dia seguinte, a competição será entre as universidades (Ifam, Ufam, UEA e Uninorte). O objetivo da competição é incentivar os alunos ao uso de novas tecnologias e programação de robôs totalmente autônomos.

Na competição, os robôs deverão percorrer uma certa distância e ultrapassar obstáculos para encontrar possíveis sobreviventes em locais inóspitos, onde não se possa ter acesso humano, e salvar as vítimas. “A equipe que cumprir o percurso no menor tempo e nas melhores condições será a campeã”, diz a assessora.

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