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BRASIL: Número de empregados nas indústrias registra queda de 6,2%, segundo IBGE

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O total de empregados na indústria teve queda de seis vírgula dois por cento, em 2015, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Emprego e Salário. Divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, a pesquisa indica que essa foi a queda mais intensa, desde 2002. Segundo o economista Marcelo Azevedo, da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, o grande motivo da queda de pessoal ocupado foi a baixa demanda que as indústrias receberam, no último ano. “Na indústria passou por um momento difícil em 2015, com muita redução da sua produção, e a dificuldade de vender. A queda da demanda doméstica e também naqueles que exportam internacionalmente. Isso levou as empresas a começarem um projeto de demissão para adequar a sua técnica de produção a demanda que caiu muito. Então, por isso, essa forte redução do emprego na indústria, no ano de 2015, que já tinha tido início, porém mais branda, em 2014.”

De acordo com o IBGE, 18 setores industriais registraram queda. O economista Marcelo Azevedo explica quais foram os principais responsáveis pela diminuição de seis vírgula dois por cento, no número de empregados nas indústrias brasileiras. “A queda na atividade na indústria foi generalizada. Todos os setores mostraram queda na atividade e no emprego, em 2015. Dos setores, aqueles que mais reduziram emprego no ano passado, segundo os números dos indicadores industriais, que nós levantamos mensalmente, foram os veículos automotores, máquinas e aparelhamentos, vestuários e diversos.”

Os meios de transporte registraram recuo de quase 11 e meio por cento, e as máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicação, de quase 14 por cento. De janeiro até dezembro, do ano passado, o número de horas pagas aos trabalhadores também apresentou queda, de seis vírgula sete por cento. Apenas em dezembro de 2015, o número de empregados caiu pouco mais de meio por cento, em relação a novembro. Segundo o IBGE, essa foi a última pesquisa Pimes, devido ao Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do ministério do Trabalho, que têm colhido os dados e também ao início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad.

Reportagem, Sara Rodrigues

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