Há pouco menos de duas semanas das eleições a disputa pela presidência da República continua acirrada. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) continua ocupando o primeiro lugar no páreo, com 33% das intenções de voto. Já Fernando Haddad (PT) saltou sete pontos percentuais e chegou a 23% na última semana. Ele está isolado no segundo lugar da disputa,13 pontos acima de Ciro Gomes (PDT), que passou de 14 para 10% das intenções de voto. Os dados são da pesquisa BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (24) e dizem respeito ao cenário simulado, ou seja, em que o entrevistador fornece os nomes aos eleitores.

Tecnicamente empatado com Ciro Gomes está Geraldo Alckmin (PSDB), que subiu dois pontos percentuais e agora tem 8%, ainda dentro da margem de erro. Já Marina Silva está parada nos 5%. João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) estão com 4% cada um. Na semana passada, Meirelles tinha 2% e Amoêdo 4% – o que mostra o crescimento do emedebista em frente ao candidato do Novo.

Os cenários para segundo turno são acirrados. Em uma possível disputa com Haddad, Bolsonaro pontuaria 44%, contra 40% do petista. Já contra Ciro Gomes, o militar teria 41% do eleitorado, contra 43% de Ciro. Tecnicamente, Ciro e Bolsonaro estariam empatados.

Os eleitores de Bolsonaro e Haddad são os mais convictos: 86% do público de Bolsonaro afirma que votará com certeza no militar, enquanto o ex-ministro da Educação pode contar com 84% de seus eleitores. Cabo Daciolo, candidato do Patriota, também está consolidado entre seu público: ele tem apoio garantido de 83% do seu eleitorado, mas que não chega a 1% do total da disputa.

O nível de rejeição de Haddad e Bolsonaro caiu e chegou a 48% cada um. No início do mês, Haddad tinha nível de rejeição de 52% e Bolsonaro de 51%. Marina Silva conta com a maior rejeição da disputa, que chega a 60%.

Já os cenários da pesquisa espontânea apontam colocação similar dos candidatos. A pesquisa foi realizada com dois mil eleitores entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%, o que significa há a probabilidade de 95% da pesquisa retratar o cenário atual.

Reportagem, Ana Luiza de Carvalho

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