A chamada “vigilância ativa” pode auxiliar no diagnóstico precoce dos diferentes tipos de câncer, incluindo o de próstata, alertou o urologista do Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas), Pedro Machado. Ao falar sobre o 27 de novembro, instituído como Dia Nacional de Combate ao Câncer, o especialista reforçou as ações do “Novembro Azul”, de combate ao câncer de próstata, e disse que a busca ativa é uma forma de mobilizar e conscientizar a população para os aspectos educativos e sociais no controle da doença.

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que 580 novos casos de câncer de próstata serão confirmados até o fim deste ano no Amazonas. Considerado o mais incidente entre os homens brasileiros, depois do de pele, o câncer de próstata, segundo o especialista do SESI, acentua a necessidade de acompanhamento a partir dos 50 anos, se não tiver caso na família.

“Estima-se até que se todos os homens vivessem mais de 100 anos praticamente todos teriam câncer de próstata. Porém devemos ter muito cuidado com a discussão em cima desse tipo de câncer porque nem todo câncer de próstata é clinicamente significativo. O paciente pode viver anos e anos com o câncer sem saber de sua existência e, mesmo assim, ter uma vida normal e posteriormente vir a falecer por outras causas que não essa”, explica Machado.

Para o especialista do SESI, partir para o tratamento radical de imediato, em vez de ajudar, pode prejudicar a qualidade de vida do paciente. Em muitos casos, o ideal é fazer o acompanhamento vigilante para verificar a evolução ou não do câncer. “É um dos que mais mata porque é muito prevalente. As pessoas morrem de câncer de próstata porque ele é um câncer muito frequente, só por isso, então a associação do efeito morte ocorre não tanto da agressividade do tumor, mas do fato dele ser muito prevalente”, disse Machado.

O câncer de próstata tem evolução silenciosa, o tempo de multiplicação celular é mais lento. Tirando as exceções, existem muitas terapias que aumentam a sobrevida do paciente. De acordo com o INCA, a expectativa é de 68.220 novos casos no país. Os valores correspondem a 66 casos para cada 100 mil homens.

O diagnóstico pode ser feito por meio de investigação, com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos. Segundo Machado, quando o câncer de próstata apresenta sintomas normalmente já está em um estágio avançado ou apresentam diagnósticos semelhantes a outras doenças que podem ocorrer na próstata, como dificuldade de urinar e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.

Na idade recomendada pelo especialista para ir ao urologista, o autônomo Francisco Messias, 50, foi atendido pelo especialista do SESI Saúde, Pedro Machado. Com uma inflamação na próstata detectada em um exame de rotina, ele foi encaminhado para o urologista para fazer o seu primeiro acompanhamento com profissional.

“Estou com dificuldade de urinar e sinto diminuir a quantidade diária que normalmente eu produzia de urina. Como estou na idade inicial para começar o acompanhamento com o urologista busquei o SESI para realizar esse primeiro atendimento e criar a rotina de vir anualmente no especialista”, disse Messias.

A especialidade de urologia no SESISAÚDE tem atendimento na segunda, quarta e quinta-feira. O paciente consegue realizar no SESI a ultrassom de próstata, exame das vias urinárias e o PSA (antígeno prostático específico), além do toque retal, exame que permite ao urologista apalpar a próstata e perceber se há nódulos (caroços) ou tecidos endurecidos, sendo ele rápido e indolor.

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