Segundo o secretário da Seaop, delegado da Polícia Civil do Estado do Amazonas, Guilherme Torres, os jovens são os mais atingidos com esse tipo de crime

A Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop), braço operacional da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), lança neste mês uma campanha de combate aos crimes virtuais como os de calúnia, injúria e difamação.

Segundo o secretário da Seaop, delegado da Polícia Civil do Estado do Amazonas, Guilherme Torres, os jovens são os mais atingidos com esse tipo de crime, já que possuem mais contato com o mundo tecnológico e são mais envolvidos nos grupos de aplicativos de conversa como o WhatsApp.

A vítima deverá levar as provas que possuir à delegacia no ato do boletim de ocorrência. As testemunhas podem ser pessoas que estejam no grupo de aplicativos e o número de telefone do suspeito pode ser entregue ao delegado. “Se você é vítima de uma calúnia, injúria ou difamação no WhatsApp, por exemplo, pode fazer uma captura da tela como um “print”, e levar para qualquer cartório para fazer a degravação, a qual vai será assinada como prova”, informou Guilherme Torres.

Conforme o secretário, é comum as pessoas procurarem as delegacias por causa deste tipo de crime. “Esses crimes são mais recorrentes do que roubos e furtos, mas a ação penal é privada e precisa de uma iniciativa do ofendido para o andamento do processo”, disse Torres. “Na prática em todos esses casos, a vítima vai até a delegacia, faz o boletim de ocorrência, pede para falar com a delegada para marcar uma audiência, onde será feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência e serão ouvidas as partes”, completou o delegado.

Os casos mais comuns no âmbito da internet são as falsas publicações de perfis falsos com o nome da vítima. Os criadores desses perfis praticam um crime maior, o de falsa identidade, que será investigado no inquérito policial.

Para o secretário de Operações, a difamação pode ser tão grave que pode abalar ao psicológico e desenvolvimento social da vítima ao ponto de ela ter que mudar de endereço, até mesmo de cidade.

O alerta é para que se busque a delegacia assim que possível. “Se a vítima fizer o B.O e não procurar mais a delegacia, terá um prazo de zero a seis meses, sob pena de decair o direito e não poder mais fazer nada”, informou Torres.

Confira algumas dicas da Seaop para evitar ser uma vítima desses crimes:

– Verifique se as publicações do solicitante expressam algum tipo de violência;

– Verifique se há publicações em ambientes familiares ou de trabalho;

– Verificar se há publicações com amigos e comentários nas publicações destes em tais publicações;

– Leia atentamente os comentários nas publicações do solicitante;

– Verificar se há comentários de amigos e familiares;

– Verifique se há amigos em comum;

– Verificar se há poucas publicações na página (sério indicativo de perfil falso);

– Desconfie o país de origem dos seus amigos e do perfil que não publica;

– Atenção dobrada na data de criação do perfil.

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