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Carioca retorna, Paulista ainda não e Brasileirão será em agosto

Os campeonatos ao redor do Brasil ainda estão meio indefinidos. O Campeonato Carioca voltou, mas aos trancos e barrancos e com Botafogo e Fluminense se opondo. Flamengo e Vasco foram a favor e levaram a melhor.

Já em São Paulo não houve tanta divisão e a cautela é maior. Principal estado afetado pelo COVID-19, a situação melhora aos poucos na capital, mas o interior ainda sofre. Os times estão retornando aos treinos e os jogos devem acontecer apenas no meio de julho.

Portanto é provável que tenhamos um problema com os calendários. O Campeonato Brasileiro era para ter início em maio. A nova data é 9 de agosto, o que pode encavalar com as finais do Paulistão. Ainda resta por disputar duas rodadas da fase de classificação mais as quartas, semifinais e finais.

Carioca corrido

O Campeonato Carioca deve ter mais folga. Não que isso justifique a volta apressada enquanto o estado ainda passa por uma calamidade na saúde. A razão para esse espaço nas datas é que o Flamengo pode ganhar a competição sem precisar disputar as decisões.

O time venceu a Taça Guanabara, tem a melhor campanha e na categoria aposta Brasil, nas melhores plataformas de palpites, é o grande favorito para levar também a Taça Rio.

Assim, o time que é o atual campeão brasileiro e era favorito para o bi pode ter um fôlego que os times paulistas, gaúchos, paranaenses, goianos, o Atlético-MG e as equipes do nordeste não devem ter.

O problema das receitas

No mundo inteiro os clubes fizeram força para voltar a ter jogos. Mesmo sem torcida, o que é um grande impacto no orçamento dos clubes, ver a bola rolar significa muito dinheiro porque a principal fonte de renda, até de times gigantes europeus, são os direitos televisivos.

A Alemanha foi a primeira a retornar entre os países com ligas tradicionais e alcance mundial. O Bayern de Munique logo sagrou-se campeão e o prejuízo com o COVID-19 foi diminuído. Inglaterra, Espanha e Itália seguiram na mesma linha, criando protocolos de segurança e sem torcida no estádio. Até agora não tivemos notícia de contágios entre atletas que disputaram jogos, o que é positivo.

No Brasil, com a situação financeira péssima dos clubes de futebol, é normal que houvesse pressão pela volta também. Estima-se que 1 bilhão de reais já foi perdido pelos clubes.

A questão é que a volta nos países europeus se deu em meio à queda grande dos números de contágios e mortes pelo COVID-19. Isso não aconteceu ainda no Brasil. A volta do Flamengo ao Maracanã, com um hospital de campanha funcionando no mesmo local, foi bastante criticada.

Mas ao mesmo tempo não há muito o que fazer: os clubes não têm culpa que o Brasil não conseguiu agir bem perante a pandemia. E com contas milionárias a pagar, não é o Flamengo que precisa criar as leis e normas, cabendo respeitá-las: o futebol foi liberado no Rio de Janeiro pelo prefeito, Marcelo Crivella.

Por isso a tendência é que o futebol volte rapidamente, sem estar conectado à queda grande de casos como foi na Europa. Porém, é preciso diversos cuidados, como:

• Limitar ao máximo a exposição dos atletas, especialmente quando o Brasileiro começar e as viagens forem maiores
• Testar em massa para descobrir se há alguém infectado
• Ter um plano B para casos de contágio em times: como fazer? O time perde os pontos? O jogo é remarcado?
• Impor distanciamento social onde der: vestiários, banco de reservas, ônibus etc.

Tudo isso é perfeitamente implementável e está sendo realizado nos campeonatos europeus. O problema é que aqui queremos ir além e ter torcida no estádio. A partir de 10 de julho o Maracanã, por exemplo, pode receber até 22 mil pessoas (1/3 de sua capacidade). Isso é completamente absurdo e indefensável.
Portanto quem sente falta do futebol pode respirar mais aliviado. Mas cabe a todos nós exigir que as medidas sejam respeitadas e seja dado bom exemplo. Veremos se nossa volta dará orgulho.