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Cepa indiana: os testes de de Covid-19 conseguem detectá-la?

A nova mutação do coronavírus tem preocupado populações e cientistas em todo o mundo. Veja como os testes funcionam em relação a ela.

São Paulo, 3 de junho de 2021 – A recente variante indiana do Coronavírus, a B.1.617, foi registrada pela primeira vez no Brasil no dia 19 de março e tem preocupado autoridades e a população. Isso porque é apontada como a principal responsável pela explosão de infecções e óbitos da Covid-19 na Índia. Foi registrado, em maio deste ano, 414 mil registros da doença em um único dia, superando recordes diários de infecções e mortes por coronavírus, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Apesar disso, é importante ressaltar que há testes disponíveis no Brasil que, ao avaliar se a pessoa está ou não infectada pelo vírus, levam em consideração todas as variantes do SARS-CoV-2, incluindo a variante indiana (também chamada B.1.617 ou Delta)

“Apesar de um cenário preocupante, é normal a mudança do SARS-CoV-2. À medida que o vírus se espalha, ele pode sofrer muitas modificações genéticas. E cada vez que a comunidade científica internacional reconhece uma variação, nós avaliamos qual gene do vírus foi impactado e se isso altera a capacidade de detecção do nosso teste”, explica David Schlesinger, doutor em Genética pela Universidade de São Paulo (USP), sócio fundador da Mendelics e CEO do meuDNA, healthtech voltada para o mapeamento genético que trouxe para os brasileiros o primeiro serviço de diagnóstico de Covid-19 pela saliva.

“É preciso ficar atento na hora de escolher o teste para seu diagnóstico, em especial aqueles que têm como alvo o gene S podem não detectar algumas variantes do coronavírus, gerando um falso-negativo. O teste meuDNA Covid não apresenta essa limitação, ou seja, ele é capaz de detectar a presença do vírus com igual sensibilidade e especificidade, mesmo se tiver as variantes genéticas descritas até o momento, pois tem como alvo outra região do genoma do vírus.”, completa Schlesinger”.

Em termos práticos, quanto maior a sensibilidade de um teste, menor a quantidade de resultados falso-negativos. Já a alta especificidade maximiza a certeza do resultado positivo, ou seja, há menos falsos-positivos.

Diante disso, a testagem ainda segue como uma das principais ferramentas de controle da pandemia pela sua importância nas estratégias de rastreamento e isolamento de casos da doença, ao lado de vacinas, higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social. E o Brasil conta com tecnologia eficaz para testagem na população mesmo diante das variantes presentes hoje no mundo.

Confira abaixo as particularidades de cada tipo de teste e como sua sensibilidade e especificidade são importantes para um diagnóstico assertivo:

Conheça todos eles e suas particularidades:

Como saber se estou com Covid-19?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, com fins de diagnóstico, seja realizado um teste que identifica o material genético do vírus – ou seja, do tipo molecular. São opções:

RT-PCR

O que é: Considerado padrão-ouro para diagnosticar a Covid-19, utiliza um swab nasal (cotonete específico) para colher secreção do fundo do nariz e identificar na amostra se o paciente apresenta material genético ativo do SARS-CoV-2, incluindo as variantes B.1.1.7; P.1 e B.1.617.

O resultado é seguro? O ideal é que seja feito na primeira semana de sintomas. Dentro deste período, a especificidade é maior do que 90%, ou seja, há poucos falsos-positivos.

É indicado quando? Quando houve contato com alguém infectado ou quando apresenta sintomas.

Onde fazer? Está disponível na rede pública de saúde, nos atendimentos hospitalares privados e nas principais redes de laboratórios privados.

Em quanto tempo sai o resultado? Em média, 3 dias quando é realizado em laboratório e 24h se o paciente estiver internado.

Média de preço: R$250

PCR-LAMP

O que é: é o teste molecular mais acessível e conveniente para a detecção de coronavírus e suas novas variantes, incluindo B.1.1.7; P.1 e B.1.617. O teste pode ser comprado diretamente pelo consumidor final, que faz uma autocoleta de saliva. Assim como o RT-PCR, ele identifica o RNA do vírus nas células da pessoa infectada desde a fase inicial.

O resultado é seguro? A técnica PCR-LAMP pode chegar a 99% de especificidade e mais de 80% de sensibilidade, precisão equivalente àquela do RT-PCR.

É indicado quando? Quando houve contato com alguém infectado ou quando apresenta sintomas. Além disso, por ser um teste vendido diretamente ao consumidor, com autocoleta de saliva e preço mais acessível, pode ser utilizado para testagem recorrente, como ferramenta de precaução quando é preciso sair de casa e se encontrar com outras pessoas; ou sempre que quiser saber se se está infectado.

Onde fazer? Em casa, de qualquer lugar do Brasil, comprando pelo site www.meudna.com ou em endereços selecionados das farmácias das redes Droga Raia, Drogasil, Pague Menos, Drogaria São Paulo, Drogaria Pacheco e Drogaria Carrefour nos estados do Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo em mais de 100 cidades.

Em quanto tempo sai o resultado? Em 24 horas após a amostra dar entrada no laboratório em São Paulo.

Média de preço: Pela internet custa R$169. Já nas drogarias o valor é de R$150.

Como saber se já tive Covid-19?
Os testes imunológicos por sorologia são os mais indicados para descobrir se alguém já teve infecções passadas. A partir de diferentes técnicas é possível identificar anticorpos – IgA, IgM e IgG – no sangue, indicando que a infecção já ocorreu e que houve resposta imunológica do organismo.

Sorologia

O que é: Por meio de uma amostra de sangue – coletada em geral após sete ou dez dias depois dos primeiros sintomas – não é feita a detecção do vírus, mas sim de anticorpos contra o SARS-CoV-2, ou seja, a resposta do nosso organismo para combater a infecção. Isso significa que o seu resultado aponta se aquela pessoa já teve contato prévio com a Covid-19.

O resultado é seguro? A especificidade do teste pode chegar a 95%. Porém, a uma taxa maior de falsos-negativos, pois dependendo do período da coleta, a quantidade de anticorpos pode ser baixa e não suficiente para ser detectada pelo teste .

É indicado quando? Em situações em que o objetivo é descobrir se houve uma exposição prévia ao vírus e não naquelas em que se pretende descobrir se está infectado naquele momento. Mas, é importante ressaltar que, mesmo quando o resultado indica um histórico de uma pessoa já ter sido infectada, ele não detalha por qual variante do SARS-CoV-2.

Onde fazer? Está disponível na rede pública de saúde e nas principais redes de laboratórios privados.

Em quanto tempo sai o resultado? Na média, em até 3 dias

Média de preço: R$300

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