As Principais Notícias do Estado do Amazonas estão aqui!

Cerca de 60% das mulheres soropositivas contraíram a doença dos maridos

Aproximadamente, 60% das mulheres soropositivas do Amazonas contraíram o vírus do HIV de parceiros fixos de uma união estável. A informação faz parte de um estudo do Ministério da Saúde (MS) e serviu de alerta hoje, pela manhã, durante a Sessão Especial em Homenagem ao Dia da Mulher, no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Presidente da Comissão da Mulher e Procuradora Especial da Mulher na CMM, a vereadora Professora Jacqueline ressaltou dados do levantamento do MS divulgado este ano que mostram ainda que dos 1.176 casos de Aids registados no ano passado, mais da metade (612) são de mulheres. Atualmente, o Amazonas é o terceiro estado brasileiro com o maior incidência da doença.

“Na Sessão Especial de Homenagem ao Dia da Mulher, deste ano, quero lembrar das mulheres que são vítimas de um outro tipo de agressão, a agressão à saúde, a sua integridade psicológica, uma eterna agressão à alma: refiro-me as mulheres que vivem com o vírus HIV. Muitas delas, se não a maioria, foram vítimas do descaso dos próprios maridos e, agora, precisam da ajuda do Poder Público”, ponderou a vereadora.

Para ela, é necessário fazer um alerta dos governos, em todas as suas instâncias, para que passe a aumentar a conscientização do uso da camisinha até mesmo nos casos de uniões estáveis. “Infelizmente, essas estatísticas mostram que as mulheres estão sendo contaminadas pelos maridos, homens que não têm amor à própria vida e nem pela vida das mães de seus filhos”, disse.

Controle

Sobre o assunto, a diretora-presidente da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, médica Graça Alecrim, presente, hoje na CMM, frisou que a doença nunca esteve controlada e que, a única forma de não contrair a Aids é usando preservativo, mais conhecida como “camisinha”.

Essa doença não tem cura, mesmo tendo tratamento. Mas, não tem tratamento e é uma doença que está disseminada. Não tem vacina. As pessoas acreditam que, por que tem tratamento, tem cura e não se previnem. E o melhor método é usar a camisinha”, disse a médica.

Graça Alecrim afirmou que a Aids é uma doença discriminada, onde a sociedade não aceita. Para amenizar o sofrimento dos pacientes, a Fundação desempenha um trabalho entre os doentes de forma que eles possam se inserir num contexto geral. “Além disso, temos trabalhos de Ongs mostrando que pacientes que convivem com o HIV/Aids é igual a qualquer outro paciente que convive com Hepatite, Diabetes, etc. Mas, a realidade ainda é difícil e complicada”, lamentou.

A diretora-presidente da FMT foi uma das homenageadas da sessão especial promovida pela vereadora Jacqueline, que teve a presença ainda da primeira-dama de Manaus, Goreth Garcia, da deputada estadual Alessandra Campelo (PCdoB) e de vereadoras da Casa.