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Cessão de tempo de Alessandra Campêlo comemora 84 anos da conquista do voto feminino

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Instituído em 1932 no Brasil pelo presidente Getúlio Vargas, o direito ao voto feminino completou 84 anos nesta quarta-feira, 24 de fevereiro. A deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB) cedeu seu tempo para manifestação da presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Dora Brasil. Os deputados José Ricardo Wendling (PT) e Luiz Castro (Rede) também se manifestaram a favor das demandas do movimento de mulheres durante a cessão de tempo.

O decreto foi sancionado depois de muita luta e apelo político, mas veio dividido por partes. O voto permitido no decreto de 1932 restringia-se às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras com renda própria. As barreiras foram totalmente eliminadas somente em 1934. Em 1946, uma nova lei passou a prever a obrigatoriedade do voto também para as mulheres, que até então era um direito, mas não um dever.

Alessandra ressaltou que o voto feminino foi uma grande conquista, mas ainda é preciso uma maior participação de mulheres na política, atuando no centro das decisões. Ela lembrou que tanto no parlamento estadual quanto no municipal as mulheres ainda são minoria.

“É preciso fazer um trabalho de conscientização para que a gente aumente o número de mulheres no parlamento, então aproveito esse momento em que a gente está comemorando o voto para convidar as mulheres a votar em mulheres e a se candidatarem para também serem votadas. É um absurdo num Estado onde mais da metade da população é formada por mulheres a gente ter apenas uma deputada estadual e 23 deputados”, observou Alessandra.

A presidente do Cedim exaltou os avanços alcançados com o voto feminino, mas lembrou que a realidade ainda está aquém do que movimento de mulheres almeja.

“Apesar dos avanços nos últimos anos, agora nós não queremos só votar, nós queremos ser votadas. Somos 51% da população brasileira, mas ainda sofremos com a sub-representação de mulheres no Senado, na Câmara Federal, nas Assembleias Estaduais e nas Câmaras Municipais”, comentou Dora Brasil.

A dirigente do conselho lembrou que, entre 188 nações, o Brasil ocupa a 158ª posição no ranking da presença de mulheres nos parlamentos do mundo, segundo levantamento da ONU Mulheres e da União Interparlamentar. O País está atrás de países como Ruanda, Senegal e Sudão. Na América Latina, o Brasil só está à frente de Haiti, Belize e São Cristóvão e Nevis. Na vizinha Argentina, a representação feminina no Parlamento alcança 36%; na Bolívia, 53%.

“A ausência das mulheres dos espaços de poder faz com que fiquemos fora de decisões estratégicas que dizem respeito às nossas vidas”, concluiu Dora Brasil.

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