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Cesta básica de Manaus acumula alta de 6% no 1º quadrimestre de 2021

De janeiro a abril deste ano, a cesta básica em Manaus acumulou alta de 6%. O aumento dos preços dos itens essenciais foi constatado em pesquisa realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC/Aleam), divulgada nesta terça-feira (4).

O levantamento apontou, ainda, um reajuste de 5,15% no valor médio da cesta básica em abril, na comparação ao mês anterior. Com isso, a CDC/Aleam constatou que, em março, o consumidor desembolsou R$ 251,05 para adquirir os produtos essenciais, enquanto que no mês seguinte, pagou R$ 263,98 pelos mesmos itens.

O levantamento, feito entre os últimos dias 29 e 30, coletou dados de 26 itens essenciais em dez supermercados localizados nas Zonas Oeste, Norte e Leste da capital amazonense.

No acumulado do 1º quadrimestre de 2021, o valor da cesta básica foi alavancado pelo aumento significativo de produtos considerados obrigatórios na lista de compras do consumidor amazonense como o ovo, a linguiça calabresa, o feijão carioca e o desinfetante.

Conforme a pesquisa, o preço médio da cartela com 30 ovos aumentou 14,28%, saltando de R$ 14,22, em janeiro, para R$ 16,25 no último mês; seguido da linguiça calabresa (+7,80); do feijão carioca (+ 6,79%) e do desinfetante (+15,5%).

Na contramão dos aumentos, destaque para o óleo de soja. Depois de meses contribuindo para o encarecimento da cesta básica em Manaus, o valor médio do óleo de soja apresentou uma queda de 3,04%.

Na avaliação do presidente da CDC/Aleam, deputado estadual João Luiz (Republicanos), essa alta no acumulado dos quatro primeiros meses do ano tem um reflexo direto na aquisição da cesta básica, reduzindo o poder de compra do consumidor amazonense.

“Infelizmente, a lei em vigência, que proíbe a majoração de produtos e serviços, não está sendo totalmente cumprida. Prova disso, é esse reajuste do valor médio da cesta básica no acumulado de janeiro a abril deste ano. Somos cientes da sazonalidade de alguns itens, mas isso é ruim para o consumidor. Isso porque, o consumidor não consegue se programar para adquirir os produtos essenciais, ultrapassa o orçamento mensal da família e, na maioria das vezes, se vê obrigado a optar por um item em detrimento a outro”, afirmou João Luiz, ao comentar que, cada vez mais, se faz necessário pesquisar antes de efetuar as compras do mês.

Vale ressaltar que o valor mínimo é calculado considerando o menor preço encontrado para cada produto nos diferentes estabelecimentos, assim como, o valor máximo é calculado somando-se os preços mais caros para cada um dos mesmos itens pesquisados.

Cesta básica mais cara em abril

Em abril, o preço médio da cesta básica amazonense apresentou um aumento de 5,15%, na comparação com março, saltando de R$ 250,05 para R$ 263,98. Conforme a pesquisa, o valor mínimo necessário para aquisição da cesta básica no mês de abril foi de R$ 219,45 e o máximo de R$ 314,28, apontando uma variação de 43,32%, entre os preços mínimo e máximo.
Os produtos que mais contribuíram para o aumento dos preços, no mês de abril, foram o desinfetante (+22,12%); a bolacha Cream-Cracker (+19,41%); a linguiça calabresa (+19,00%); o detergente (+16,24%); o vinagre (+12,44%) e o macarrão (+12,44%).

Por outro lado, a pesquisa da CDC/Aleam constatou que alguns produtos ficaram mais baratos, entre eles o sal de cozinha (-9,18%), o sabão em barra (-7,21%), a farinha de mandioca (-4,50%), o papel higiênico (-2,20%) e o leite em pó (-1,25%).

Outro dado importante é a variação de preço entre produtos similares encontrados nos diversos estabelecimentos pesquisados. Foram registradas diferenças de até 205,76%, como é o caso do sabão em pó, de R$ 1,39 até R$ 4,25.

Texto: Assessoria do Deputado

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