O embate econômico entre China e Estados Unidos ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (18). Isso porque os chineses anunciaram uma taxação de US$ 60 bilhões em produtos norte-americanos.

A nova taxa é uma resposta as novas tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump de 10% sobre os US$ 200 bilhões em produtos vindos da China. Até o fim do ano, essa porcentagem deve chegar até 25%.

Os chineses prometeram aplicar taxas que variam de 5 a 10% para mais de cinco mil produtos norte-americanos. Entre os produtos estão, principalmente, commodities como gás natural até a soja por exemplo.

Apesar de parecer preocupante, quem pode se dar bem diante desse conflito é o Brasil. No início de setembro, o vice-presidente da Jiusan Group, empresa que esmaga a soja, Guo Yanchao, afirmou que o país asiático pretende substituir as importações de soja dos Estados Unidos para adquirir o produto brasileiro.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de São Paulo, Gustavo Chavaglia, destaca que o Brasil tem capacidade para atender a demanda chinesa.

“Nós temos uma situação complexa, de uma questão de alíquotas de importação, por países como China e Estados Unidos, deixando um viés interessante para um país como o Brasil. Observe, nós temos potencial produtivo, produto de qualidade, somos compradores de produtos da China e podemos ter um comércio bilateral interessante.”

Para se ter noção, o volume das importações da soja americana cairá de 28 milhões de toneladas, adquiridos na última safra, para apenas 700 mil nesta nova safra.

Reportagem, Raphael Costa

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