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CMM terá abaixo-assinado para a cota de 30% de mulheres nos Parlamentos

Presidente da Comissão das Mulheres e Procuradora Especial da Mulher na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a vereadora Professora Jacqueline, apresentou, hoje, um abaixo-assinado pela obrigatoriedade da cota de 30% de mulheres nos Parlamentos Brasileiros. O documento teve a adesão da maioria dos vereadores na Casa e será levado às ruas de Manaus para posteriormente ser encaminhado aos membros da bancada amazonense e ás presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.

Única represente na CMM da campanha nacional “Mais Mulheres na Política”, Jacqueline afirmou, hoje, em discurso na tribuna, que as mulheres precisam ter força proporcional ao seu poder de voto. “Senhores, as mulheres representam 52,13% do eleitorado brasileiro e 50,8% dos eleitores do Amazonas são mulheres. Não é justo que não tenhamos o número de representantes equivalente a nossa força de voto”, disse.

Pela proposta – que está sendo debatida dentro da Reforma Política no Congresso – a reserva de 30% das cadeiras já valeria para as próximas eleições e, a cada pleito, haveria um aumento de 5% na cota, para que em 20 anos metade das vagas no Legislativo seja composta por mulheres.

“Para se ter uma ideia dessa falta de proporção entre eleitoras versus representantes na política, na Câmara dos Deputados, por exemplo, dos 513 deputados, hoje apenas 51 são mulheres; no Senado, há somente 13 senadoras dentre 81 parlamentares”, ressaltou Jacqueline, lembrando que na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), há apenas uma deputada entre os 24 parlamentares. Na Câmara, dos 41 vereadores, sete são mulheres. Já na bancada amazonense, são três parlamentares do Amazonas.

Ela afirmou que ainda é notório e todos têm conhecimento que ainda é grande o preconceito contra as mulheres no mercado de trabalho e também na política. “Se formos colocar no papel o montante de doações que os homens candidatos recebem em relação às mulheres candidatas nas campanhas eleitorais teremos uma briga totalmente desigual e impossível de se ganhar”, completou.

Para a parlamentar, essa luta busca apenas a igualdade das mulheres e homens nas campanhas eleitorais. “Infelizmente, para que tenhamos igualdade, precisamos de leis que a determinem. Somos tão poucas no Congresso que praticamente os parlamentares de Brasília só votam projetos de interesse das mulheres no mês de março (quando é comemorado o Dia da Mulher), como se precisássemos de um mês para sermos lembradas”, finalizou.