CNC: Intenção de consumo recua em outubro

Foto: EBC

A intenção de consumo das famílias brasileiras recuou em outubro. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, a Intenção alcançou 86,7 pontos no mês – em uma escala de zero a 200 pontos. A queda é de 0,3% em relação a setembro. Já na comparação anual, o aumento foi de 11,3%.

Segundo o economista da CNC Antonio Everton, neste mês, as famílias têm se mostrado mais prudentes.

“Essa pesquisa detectou que os consumidores reconheceram que não é o momento, em outubro, de aumentar dívidas, de comprometer mais ainda sua renda com o pagamento do crédito através da aquisição de bens duráveis. Um outro entendimento tem a ver também com relação a cautela, a prudência em relação aos acontecimentos para economia para 2019.”

Ainda segundo o economista, a lenta recuperação do mercado de trabalho, o elevado endividamento, a alta do dólar, o comportamento dos juros e os reajustes das tarifas também influenciaram na decisão de compra.

Além disso, a liberação de recursos do PIS/Pasep vem ajudando as vendas, injetando no consumo aproximadamente R$ 10,3 bilhões do total sacado nos meses de agosto e setembro. É o que explica Antonio Everton.

“O PIS/Pasep é um acréscimo adicional na renda que, parte dele vai para consumo, parte dele vai para pagamento de dívida e parte dele vai para poupança. Quando fala-se em consumo, isso impacta de maneira positiva o comércio. Mas esse acréscimo de renda também pode estar ligado a um movimento que tem incidido e ficado na economia, que é o aposentado trabalhando, é o pessoal indo para uma atividade de motorista, estando empregado, para complementar renda, são os bicos…”

Diante disso, a confederação revisou de +4,3% para +4,5% sua estimativa de crescimento do setor este ano. Esta foi a primeira revisão positiva desde a greve dos caminhoneiros, que ocorreu em maio.

Reportagem, Cintia Moreira